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Malware Astaroth transforma contas do WhatsApp em máquina de propagação de ameaças no Brasil

CrowdStrike revela nova tática do malware Astaroth que usa WhatsApp Web para espalhar trojan bancário no Brasil, explorando confiança em contatos e automação oculta.

O malware Astaroth adicionou uma nova maneira de se espalhar, transformando uma sessão do WhatsApp Web de uma vítima em um canal de entrega para o mesmo malware. O trojan bancário envia mensagens convincentes e um anexo ZIP malicioso para pessoas na própria lista de contatos do usuário, explorando a confiança em remetentes familiares. Isso dá aos atacantes uma rota mais rápida para conversas pessoais e comerciais.

Evolução do Astaroth

Campainhas anteriores confiavam principalmente em e-mails de phishing e arquivos de atalho que lançavam uma cadeia de infecção oculta no Windows. O novo componente muda a entrega para o WhatsApp Web, permitindo que a operação se mova de uma conta comprometida para muitos contatos sem que o atacante escreva cada mensagem.

Para os destinatários, o remetente familiar pode reduzir a suspeita e aumentar as chances de que eles abram o anexo. Analistas da CrowdStrike identificaram o novo componente spambot no quarto trimestre de 2025, descrevendo-o como uma expansão significativa das operações do Astaroth.

Foco no Brasil

A CrowdStrike disse em um relatório compartilhado com a Cyber Security News (CSN) que a atividade é focada no Brasil, com filtragem para números de telefone brasileiros, mensagens em português e configurações de navegador que correspondem a usuários locais. A ameaça importa porque o Astaroth não está simplesmente enviando spam de uma conta falsa. Ele usa uma sessão legítima já conectada ao WhatsApp Web e alcança automaticamente pessoas que podem conhecer a vítima.

Análise Técnica do Spambot

Uma vez ativo, o spambot cria uma sessão de navegador oculta através do WebDriver, uma ferramenta legítima de automação de navegador. Ele copia o perfil do navegador da vítima, que pode incluir cookies de sessão e informações salvas, e abre o WhatsApp Web sem exibir uma janela de navegador visível.

O malware verifica se o WhatsApp Web está totalmente carregado e se a vítima já está logada antes de coletar contatos. Ele exclui grupos, listas de transmissão, dispositivos vinculados, contatos não salvos, o próprio número da vítima e números fora do Brasil. Essa abordagem seletiva sugere que os operadores querem limitar o ruído enquanto se concentram em seus alvos preferidos.

Antes de enviar mensagens, o Astaroth recupera um payload ZIP de um servidor selecionado em sua configuração. Em seguida, escolhe uma saudação em português com base no horário local, anexa o arquivo ZIP e envia uma mensagem de corpo para cada contato selecionado.

Indicadores de Comprometimento (IoCs)

Os indicadores de comprometimento incluem hashes SHA-256 para o spambot criptografado e descriptografado, além de domínios de servidor C2 como stretar7[.]contabilfacil[.]sbs e graconxonjal[.]empresaeficiente[.]sbs. Também foram identificados componentes relacionados ao Vareg, outro spambot focado em WhatsApp.

Recomendações de Defesa

Os usuários devem tratar arquivos ZIP inesperados, links e comandos com cautela, incluindo aqueles recebidos de contatos conhecidos. As organizações podem reduzir a exposição limitando o WhatsApp Web onde não é necessário, observando downloads incomuns do WebDriver e atividade de navegador oculta, e revisando cópias inesperadas de perfil de navegador.

As equipes também devem monitorar downloads da biblioteca WPPConnectWA-JS quando não for necessária para atividade comercial. Proteções de download do navegador, treinamento de conscientização do usuário e relatórios rápidos de mensagens suspeitas do WhatsApp podem ajudar a impedir que uma conta comprometida se torne um ponto de distribuição mais amplo.


Baseado em publicação original de Cyber Security News
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.