Tecnologia de biometria avança em estádios brasileiros com foco em segurança e eficiência
O Athletico Paranaense ultrapassou, na gestão da Arena da Baixada, a marca de 1 milhão de acessos realizados pelos torcedores via reconhecimento facial desde a implementação da tecnologia no local, em novembro de 2023. À época, o clube antecipou em mais de um ano os testes para atender à obrigatoriedade imposta pela Lei Geral do Esporte, de que estádios com capacidade para mais de 20 mil espectadores adotassem a tecnologia em todos os setores até junho de 2025.
O salto tecnológico foi resultado de parceria com a empresa de tecnologia Imply, holding gaúcha que atua junto ao clube há mais de uma década. O sistema de reconhecimento facial desenvolvido pela empresa é capaz de detectar movimentos e expressões faciais em tempo real, impedindo fraudes com fotos ou vídeos, e apresenta precisão superior a 99,9%, a partir de algoritmos de inteligência artificial e aprendizado profundo.
Descoberta e escopo
A plataforma também é integrada ao banco de dados do Governo (SERPRO), garantindo a legitimidade absoluta do cadastro dos usuários. Além disso, a tecnologia ainda impacta diretamente a operação do estádio. Com a redução de fricções no acesso, permitiu ao clube registrar um aumento no throughput (vazão de público) por portão.
Antes do reconhecimento facial, a empresa também foi responsável pela implementação da entrada por biometria digital em 100% da Arena da Baixada, em 2017, que antecedeu o atual sistema. A adoção da biometria digital foi pioneira no Brasil, também com o objetivo de reduzir a violência e promover eventos esportivos de forma segura e pacífica.
Impacto e alcance
Além dos projetos idealizados em 2017 e 2023, a inovação do Furacão com a Imply Tecnologia teve início em 2014, com a implantação de soluções integradas para venda de ingressos e controle de acessos. As iniciativas, que visam a evolução tecnológica constante, consolidaram o clube como case de sucesso de "Arena Inteligente" na América Latina, ao unir alta tecnologia, segurança pública e excelência na jornada do torcedor.
A implementação do reconhecimento facial representa um avanço significativo na segurança de eventos esportivos no Brasil. A tecnologia permite identificar indivíduos em tempo real, facilitando a detecção de pessoas com mandados de prisão ou com histórico de violência em estádios.
Implicações regulatórias (LGPD e Lei Geral do Esporte)
A implementação de sistemas de reconhecimento facial em espaços públicos e privados levanta questões importantes sobre privacidade e proteção de dados. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) exige que o tratamento de dados biométricos seja feito com consentimento explícito e finalidade específica.
A Lei Geral do Esporte, por sua vez, impõe a obrigatoriedade de adoção de tecnologias de segurança em estádios de grande porte. O Athletico Paranaense antecipou-se à legislação, demonstrando liderança na adoção de tecnologias de segurança.
Medidas de mitigação recomendadas
Para executivos e CISOs que gerenciam segurança em eventos e espaços públicos, as seguintes medidas são recomendadas:
- Conformidade com LGPD: Garantir que o tratamento de dados biométricos esteja em conformidade com a LGPD, incluindo consentimento explícito e finalidade específica.
- Segurança dos Dados: Implementar medidas robustas de segurança para proteger os dados biométricos contra vazamentos e acessos não autorizados.
- Transparência: Informar claramente aos usuários sobre o uso de tecnologias de reconhecimento facial e seus benefícios para a segurança.
- Monitoramento Contínuo: Implementar sistemas de monitoramento para garantir a eficácia e a segurança das tecnologias implementadas.
Perguntas frequentes
Qual a precisão do sistema?
O sistema de reconhecimento facial desenvolvido pela Imply apresenta precisão superior a 99,9%, impedindo fraudes com fotos ou vídeos.
Como os dados são protegidos?
A plataforma é integrada ao banco de dados do Governo (SERPRO), garantindo a legitimidade absoluta do cadastro dos usuários.
Qual o impacto na operação?
A tecnologia permitiu um aumento no throughput (vazão de público) por portão, reduzindo fricções no acesso.