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Braskem reduz riscos cibernéticos com automação e gestão integrada de vulnerabilidades

Braskem apresenta case de sucesso na redução de riscos cibernéticos através da automação e gestão integrada de vulnerabilidades com a solução Qualys.

A Braskem, maior produtora de resinas plásticas do hemisfério sul, estruturou uma jornada de evolução da segurança cibernética apresentada durante o ROCon LATAM 2026. O case demonstrou como a companhia passou de uma gestão concentrada principalmente em servidores para uma abordagem mais ampla de gestão de vulnerabilidades baseada em risco, utilizando soluções da Qualys.

Desafio inicial e contexto operacional

A expansão da superfície de ataque tornou a gestão de vulnerabilidades um desafio complexo para grandes empresas. Na Braskem, esse cenário ganhou dimensão ainda maior diante da escala da operação: mais de 8 mil integrantes distribuídos por 11 países, 39 unidades industriais, 14 escritórios comerciais e sete centros de inovação.

A transformação teve como ponto de partida um incidente ocorrido em outubro de 2020, quando um ataque cibernético afetou a rede da companhia. A partir daquele episódio, a Braskem iniciou uma jornada de amadurecimento de sua estratégia de segurança da informação.

Evolução da estratégia de segurança

A primeira etapa da jornada estava concentrada na proteção de servidores, considerados pela companhia seus ativos mais críticos. Com a evolução do ambiente tecnológico, entretanto, ficou evidente que proteger apenas essa camada não era suficiente.

Estações de trabalho, notebooks e outros dispositivos passaram a fazer parte da estratégia. A Braskem precisava, portanto, construir uma visão que contemplasse não apenas os ativos considerados tradicionalmente mais importantes, mas toda a superfície de ataque.

A mudança também levou a companhia a buscar uma consolidação das informações de segurança e risco em uma única operação. O objetivo passou a ser integrar a gestão de vulnerabilidades a uma visão mais ampla de risco.

Resultados na redução da exposição

Um dos principais indicadores apresentados no case foi a evolução do risco ao longo da implementação. Segundo os dados apresentados pela equipe da Braskem, a superfície de risco chegou a registrar um índice de aproximadamente 1.843.

Com o trabalho conjunto entre as equipes de segurança e operação e as soluções utilizadas pela companhia, esse número caiu pela metade entre junho e outubro de determinado ciclo de acompanhamento. A evolução continuou nos meses seguintes, chegando a uma faixa próxima de 250 a 270 e, posteriormente, a um índice apresentado como 273.

Mais do que representar uma melhora no indicador, o resultado evidencia uma mudança na forma como a companhia passou a acompanhar a exposição de seu ambiente.

O problema das exceções manuais

Antes da evolução da plataforma, a equipe enfrentava dificuldades operacionais que consumiam tempo e comprometiam a qualidade da gestão de vulnerabilidades. Um dos principais problemas estava relacionado ao gerenciamento de exceções.

Determinadas identidades, contas de serviço ou objetos conhecidos do ambiente precisavam ser excluídos da análise, mas a ferramenta anterior demorava a reconhecer essas alterações. Em alguns casos, mesmo depois da aplicação de uma exceção, o risco continuava aparecendo como ativo.

O processo podia levar cerca de cinco dias para que a exceção fosse reconhecida. Quando a vulnerabilidade precisava ser corrigida, o ciclo também podia se estender por aproximadamente 15 dias.

Automação e eficiência operacional

A mudança para a nova estrutura alterou esse processo significativamente. A implementação trouxe maior visibilidade sobre múltiplos domínios e simplificou a aplicação das correções. Em vez de a equipe precisar montar manualmente os procedimentos, a ferramenta passou a apresentar o comando necessário para determinada correção.

A evolução também alcançou o gerenciamento de exceções. A equipe passou a conseguir registrar não apenas a exceção, mas também informações como quem autorizou a alteração, qual documentação a sustenta e qual justificativa está associada à decisão.

Próximo passo: reduzir interação humana

A evolução apresentada pela Braskem não termina na automação das atividades atuais. A companhia também trabalha com a possibilidade de transformar algumas dessas ações em políticas automatizadas.

A ideia é que, quando uma determinada vulnerabilidade voltar a aparecer no ambiente, a plataforma possa aplicar diretamente uma ação previamente definida, sem depender da intervenção manual de um profissional.

Essa perspectiva muda o papel da equipe de segurança. Em vez de dedicar tempo a tarefas repetitivas, como filtragem, montagem de scripts, sincronizações e acompanhamento manual de exceções, os profissionais podem concentrar esforços na análise do risco.

Segurança passa a falar a linguagem do risco

Mais do que uma troca de tecnologia, o case apresentado no ROCon LATAM 2026 mostra uma mudança na própria lógica de operação da segurança cibernética da Braskem. A companhia passou a trabalhar com uma linguagem de risco, associando informações sobre identidade, máquinas e objetos para construir uma visão operacional integrada.

O resultado mais relevante, portanto, não está apenas na redução do indicador de risco de 1.843 para a casa dos 270 pontos. Está na criação de uma operação capaz de transformar vulnerabilidades em informação acionável e, posteriormente, em correções.

Lições para o mercado

Este caso serve de exemplo para outras organizações industriais e corporativas que buscam maturidade em segurança da informação. A integração entre tecnologia e operação é determinante para transformar informação em redução efetiva de exposição.

A combinação entre tecnologia e pessoas apareceu como um dos principais aprendizados do case. A ferramenta fornece os dados e a visibilidade, mas são as equipes que transformam essas informações em ações de correção e redução de risco.


Baseado em publicação original de TI Inside
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.