O Google lançou uma nova atualização estável do Chrome que corrige 27 vulnerabilidades de segurança, incluindo duas falhas críticas que poderiam permitir execução remota de código (RCE) em sistemas afetados. A atualização, que está sendo distribuída globalmente, atualiza o Chrome para a versão 150.0.7871.114/.115 no Windows e macOS, e 150.0.7871.114 no Linux.
Detalhes das vulnerabilidades críticas
Os problemas mais graves abordados neste lançamento são rastreados como CVE-2026-15112 e CVE-2026-15129, ambos categorizados como vulnerabilidades críticas de uso após a liberação de memória (use-after-free). A primeira falha reside na camada de abstração de plataforma Ozone do Chrome, enquanto a segunda afeta o framework de interface de usuário Views.
Vulnerabilidades de uso após a liberação de memória ocorrem quando a memória é acessada após ter sido liberada, muitas vezes levando à corrupção de memória que atacantes podem explorar para executar código arbitrário. Em cenários do mundo real, uma exploração bem-sucedida poderia permitir que um atacante remoto comprometesse o sistema de uma vítima simplesmente convidando-a a visitar uma página da web maliciosa.
Outras falhas de alta severidade
Ao lado desses bugs críticos, o Google corrigiu inúmeras vulnerabilidades de alta severidade em vários componentes do Chrome. Estas incluem problemas de segurança de memória, como falhas de uso após a liberação de memória em Autopreenchimento, WebRTC, Core, Entrada, Pagamentos e Formulários, bem como uso de memória não inicializada no V8 e ANGLE.
Outra questão, CVE-2026-15108, envolve um transbordamento de inteiro na API de Extensões, que poderia permitir que extensões maliciosas ou entradas criadas comprometessem a integridade do navegador. O Google também abordou múltiplas questões com lógica e aplicação de políticas, incluindo falhas no gerenciamento de senhas, manipulação de navegação e validação de DOM.
Impacto e alcance
Como na maioria dos lançamentos do Chrome, os detalhes técnicos para muitas vulnerabilidades permanecem restritos para evitar exploração ativa antes que os usuários apliquem a atualização. O Google confirmou que alguns bugs foram identificados internamente usando ferramentas avançadas de fuzzing e análise de memória, como AddressSanitizer, libFuzzer e mecanismos de Integridade de Fluxo de Controle.
Embora não haja indicação de que essas vulnerabilidades estejam sendo exploradas ativamente na natureza, a presença de múltiplas questões de corrupção de memória aumenta significativamente o risco de weaponização. Atores de ameaças frequentemente encadeiam tais falhas com técnicas de escape de sandbox para alcançar o comprometimento total do sistema.
Recomendações de mitigação
Os usuários são fortemente aconselhados a atualizar o Chrome imediatamente para a versão mais recente para mitigar riscos potenciais. A atualização será aplicada automaticamente ao longo dos próximos dias. No entanto, os usuários podem acioná-la manualmente navegando até as configurações do Chrome e verificando atualizações. Equipes de segurança devem priorizar a aplicação deste patch em todos os endpoints, especialmente em ambientes onde o acesso à web é crítico.