O catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas como Exploradas (KEV) da CISA incluiu, em 22 de dezembro de 2025, uma falha crítica que afeta o gravador de vídeo em rede Digiever DS‑2105 Pro. A inclusão indica evidência de exploração ativa e coloca organizações com esses equipamentos em atenção imediata.
Descrição técnica
Segundo o relatório disponível, a falha é identificada como CVE‑2023‑52163 e classificada como missing authorization (CWE‑862). O vetor apontado é de rede: a interface time_tzsetup—cgi permite a execução de comandos sem exigir autenticação adequada, abrindo caminho para injeção de comandos não autorizados.
O que mudou agora
A novidade é a inscrição no KEV — catálogo mantido pela CISA para vulnerabilidades com exploração confirmada em ambientes reais. A inclusão confirma que atores maliciosos estão explorando a vulnerabilidade, embora o artigo não detalhe campanhas ou IOCs públicos vinculados aos incidentes.
Impacto e riscos
- Dispositivos afetados: Digiever DS‑2105 Pro (network video recorder).
- Risco técnico: execução de comandos não autorizados, possibilidade de manipular gravações, estabelecer acesso persistente e pivotar para redes corporativas.
- Setores em risco: ambientes empresariais, instalações governamentais e infraestrutura crítica onde NVRs Digiever são utilizados como parte de segurança física.
Recomendações e exigências regulatórias
O relatório cita que agências do Federal Civilian Executive Branch (FCEB) dos EUA devem remediar CVE‑2023‑52163 até 12 de janeiro de 2026, em conformidade com o Binding Operational Directive (BOD 22‑01). As recomendações práticas indicadas incluem:
- Aplicar atualizações e mitigações fornecidas pelo fabricante Digiever assim que disponíveis.
- Isolar e segmentar redes que contenham NVRs para reduzir a superfície de ataque e impedir pivotamento.
- Descontinuar o uso de dispositivos vulneráveis quando patches ou mitigadores não estiverem acessíveis.
Evidências e lacunas de informação
A inclusão no KEV confirma exploração ativa, mas o texto não fornece detalhes sobre campanhas, atores, vetores de entrega iniciais nem indicadores de compromisso (IOCs). Não há menção a exploits públicos ou amostras técnicas compartilhadas que permitam triagem automatizada em larga escala. Organizações que operem DS‑2105 Pro devem tratá‑la como prioridade e buscar atualizações oficiais do fornecedor.
Observações finais
Dado o papel crítico de NVRs em ambientes de segurança física e sua presença em setores sensíveis, a combinação de falha de autorização e exploração ativa eleva o risco operacional. A ação imediata deve priorizar inventário de dispositivos, aplicação de mitigadores e segmentação de rede até aceleração da correção pelo fabricante.