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CISA: Akira afetou 250+ organizações e arrecadou cerca de $244,17 milhões (advisory)

A advisory da CISA documenta que o grupo Akira impactou mais de 250 organizações desde março de 2023 e, segundo a CISA, arrecadou cerca de $244,17 milhões em resgates até setembro de 2025; o grupo evoluiu variantes para Windows, Linux e VMware ESXi e usa double extortion.

A Cybersecurity and Infrastructure Security Agency (CISA) publicou um advisory detalhando a atividade do grupo de ransomware Akira, que desde março de 2023 já impactou mais de 250 organizações e acumulou montante significativo em pedidos de resgate.

Panorama e discrepâncias nos valores reportados

O advisory da CISA (referenciado pela matéria) indica que Akira afetou mais de 250 organizações na América do Norte, Europa e Austrália e reporta aproximadamente $244,17 milhões em rendimentos de resgates até o final de setembro de 2025. Observa‑se uma divergência editorial: o título da peça menciona $42 milhões em pagamentos, enquanto o corpo, citando a CISA, aponta o valor de ~$244,17 milhões; as fontes divergem e o advisory da CISA é a referência primária para o total mais elevado.

Técnicas, vetores e evolução

A CISA documenta a evolução das variantes do Akira: inicialmente um binário em C++ que adicionava a extensão .akira; em abril de 2023 surgiram variantes Linux visando VMware ESXi; em agosto de 2023 foi reportado o encryptor Megazord (Rust) que adiciona .powerranges; em junho de 2025 o grupo explorou CVE‑2024‑40766 para criptografar discos de VM Nutanix AHV. O grupo também desenvolveu implementações híbridas de criptografia combinando ChaCha20 para stream e RSA para o estabelecimento de chaves.

Modelos de ataque e ferramentas observadas

Akira opera um modelo de double extortion: encriptação de dados combinada com ameaças de vazamento. Para persistência, os atores criam contas de domínio, usam ferramentas de roubo de credenciais como Mimikatz e LaZagne e empregam ferramentas legítimas de acesso remoto (AnyDesk, LogMeIn) para manter presença.

Para movimentação e exfiltração, foram observados utilitários como FileZilla, WinSCP e RClone para transferir dados a armazenamentos em nuvem antes da criptografia. O encryptor usa comandos PowerShell para eliminar cópias do Volume Shadow Copy Service, dificultando a recuperação.

Vetor inicial e mitigação imediata

A CISA aponta que um vetor recorrente é o acesso via serviços VPN sem autenticação multifator configurada e a exploração de vulnerabilidades conhecidas em produtos de redes (menção específica a produtos da Cisco e à CVE‑2024‑40766 explorada contra Nutanix AHV). Entre as recomendações estão:

  • Habilitar MFA em acesso remoto e em VPNs;
  • Aplicar patches e mitigações para vulnerabilidades conhecidas em dispositivos de rede e infraestrutura virtualizada;
  • Monitorar criação de contas de domínio e uso de ferramentas de administração remota;
  • Manter backups offline e validar procedimentos de restauração;
  • Implementar segmentação de rede e detecção de exfiltração para serviços de cloud storage.

Limites das informações

A advisory fornece detalhes técnicos e TTPs (táticas, técnicas e procedimentos) mas não lista todas as vítimas ou evidências que liguem cada incidente a pagamentos específicos. A diferença nos valores de receitas reportadas entre título e corpo evidencia que diferentes estimativas podem coexistir; a CISA é a referência citada para o total de ~$244,17 milhões até setembro de 2025.

Repercussão e contexto regulatório

Para organizações brasileiras, incidentes de ransomware que envolvem exfiltração de dados podem implicar obrigações de notificação e investigativas sob a LGPD quando houver dados pessoais comprometidos. A resposta operacional deve contemplar contenção, busca por indicadores de comprometimento, validação de backups e avaliação de comunicação às autoridades competentes conforme legislação local.

Fonte: CISA (advisory reproduzido por Cyber Security News).


Baseado em publicação original de CISA
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.