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Com IA, proteção contra ataques DDoS exige abordagem mais automatizada

Especialista da NETSCOUT alerta que ataques DDoS usam IA para adaptação, exigindo defesa automatizada e observabilidade de rede para proteção eficaz.

A evolução dos ataques distribuídos de negação de serviço (DDoS) está incorporando uma nova variável: a inteligência artificial. Para Fernando Sete, diretor de Canais da NETSCOUT, os atacantes estão utilizando IA para automatizar processos, desenvolver novas técnicas e alterar os vetores de ataque durante uma ofensiva, aumentando a complexidade da defesa das infraestruturas digitais. Segundo o executivo, os ataques que já apresentavam elevado nível de intensidade passaram a combinar volume, automação e maior capacidade de adaptação.

Desafios da defesa contra ataques adaptativos

Um dos principais desafios está justamente na capacidade de mudança durante uma ofensiva. De acordo com Sete, os atacantes podem alterar os vetores utilizados ao longo do ataque, dificultando a criação de uma contramedida estática. A mesma tecnologia, porém, também começa a ser empregada no lado da defesa. A adoção crescente de redes de distribuição de conteúdo (CDNs) trouxe ganhos importantes de desempenho e disponibilidade para aplicações, mas não elimina determinados riscos de segurança.

Na avaliação da NETSCOUT, uma das lacunas está relacionada a ataques altamente direcionados à camada de aplicação. Sete explica que as CDNs normalmente estão preparadas para lidar com ataques volumétricos e mais genéricos, mas podem apresentar limitações diante de ofensivas refinadas e específicas contra uma determinada aplicação. Outro desafio apontado pelo executivo está relacionado à própria dinâmica dos ambientes de nuvem. Em uma tentativa automática de manter aplicações disponíveis durante um ataque ou aumento de demanda, novos recursos computacionais podem ser instanciados.

Inteligência global e proteção adaptativa

Nesse cenário, o Arbor Edge Defense (AED) é apresentado pela NETSCOUT como uma camada dedicada à proteção de aplicações contra ataques mais refinados. Sete destaca como diferencial a inteligência obtida a partir da presença da empresa em backbones ao redor do mundo. A coleta de informações sobre ataques em diferentes pontos da infraestrutura permite identificar padrões e produzir conhecimento que pode ser distribuído para os ambientes protegidos. Essa capacidade também é utilizada para diferenciar tráfego legítimo de tráfego malicioso.

Outro componente destacado pelo executivo é o Adaptive DDoS Protection (ADP), oferecido como serviço associado às tecnologias da NETSCOUT, incluindo o Arbor Edge Defense. A proposta é responder justamente ao caráter dinâmico das ofensivas atuais. Como os atacantes podem modificar seus vetores durante o curso de um ataque, a defesa também precisa ser capaz de acompanhar essas mudanças. O ADP utiliza a inteligência obtida globalmente para auxiliar as equipes responsáveis pela proteção a compreender o comportamento do ataque e identificar possíveis contramedidas.

Observabilidade e automação da resposta

Além da proteção contra DDoS, a NETSCOUT vem trabalhando com uma segunda frente tecnológica: a observabilidade da rede. Para Sete, a capacidade de enxergar o tráfego real em tempo real permite ampliar a compreensão sobre o que acontece entre usuários, aplicações, servidores e demais componentes da infraestrutura. A plataforma captura o tráfego transacional, extrai metadados e aplica técnicas de análise para oferecer uma visão sobre o comportamento da rede.

Para os próximos anos, Sete vê a evolução da inteligência artificial e dos sistemas agênticos como uma das principais forças de transformação da segurança de redes e infraestruturas críticas. A expectativa é de que mecanismos de proteção e resposta se tornem progressivamente mais automatizados, reduzindo o tempo necessário entre a identificação de uma ameaça e a adoção de uma contramedida. Na visão do executivo, agentes autônomos deverão assumir participação crescente nos processos de defesa, apoiando as equipes de segurança diante de ataques cada vez mais dinâmicos.

Recomendações para equipes de segurança

A combinação entre inteligência global de ameaças, observabilidade em tempo real, análise de metadados, inteligência artificial e automação aponta, assim, para uma mudança no modelo tradicional de proteção. Em vez de depender exclusivamente de respostas criadas depois que uma ofensiva começa, as infraestruturas passam a contar com mecanismos capazes de interpretar continuamente o comportamento do tráfego e apoiar respostas à medida que os ataques evoluem. As organizações devem investir em soluções que ofereçam visibilidade completa do tráfego de rede e capacidade de resposta automatizada para mitigar os riscos de ataques DDoS cada vez mais sofisticados.


Baseado em publicação original de TI Inside
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.