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Fake CleanMyMac Distribui Malware SHub que Sequestra Carteiras de Criptomoedas no macOS

Campanha maliciosa distribui malware SHub via site falso do CleanMyMac, comprometendo carteiras de criptomoedas no macOS através de técnica ClickFix e backdoor em aplicativos Electron.

Descoberta e Escopo da Campanha

Uma campanha de malware sofisticada tem sido identificada por pesquisadores de segurança, utilizando um site falso que se passa pela popular utilidade CleanMyMac para distribuir o infostealer SHub no ecossistema macOS. O site malicioso, hospedado em cleanmymacos[.]org, não possui qualquer conexão com a MacPaw, desenvolvedora legítima do software original. A campanha foi analisada em detalhes pela equipe da Malwarebytes, que mapeou toda a cadeia de infecção e identificou características únicas que diferenciam o SHub de outros malwares da família.

O ataque explora uma técnica conhecida como ClickFix, que engana os usuários para que abram o Terminal do macOS e cole um comando de instalação. Esse comando, disfarçado de legítimo, imprime um link falso da MacPaw, decodifica uma URL oculta em base64 e baixa um script malicioso do servidor do atacante. Como o usuário executa o comando manualmente, as defesas nativas do macOS, como o Gatekeeper, o XProtect e as verificações de notarização, oferecem proteção limitada contra essa vetor de ataque.

Funcionalidades e Impacto nas Carteiras

O que torna o SHub particularmente perigoso é sua capacidade de backdoorar aplicativos de carteira de criptomoedas instalados. Ao detectar aplicativos como Exodus, Atomic Wallet, Ledger Wallet, Ledger Live e Trezor Suite, o malware substitui silenciosamente o arquivo de lógica central (app.asar) por uma versão modificada. O aplicativo continua funcionando normalmente, mas exfiltra credenciais em segundo plano.

Para as carteiras Exodus e Atomic, o malware configura o envio silencioso da senha e da seed phrase para um endpoint controlado pelos atacantes sempre que a carteira é desbloqueada. No caso do Ledger, a validação TLS é desabilitada e um assistente de recuperação falso coleta a seed phrase. O Trezor Suite recebe uma sobreposição de tela completa que simula uma atualização de segurança, validando a seed phrase usando a própria biblioteca BIP39 do aplicativo antes de enviar os dados.

Persistência e Evidências

Para garantir acesso de longo prazo, o SHub instala uma tarefa de fundo chamada com.google.keystone.agent.plist na pasta ~/Library/LaunchAgents/, impersonando o atualizador Keystone do Google. Essa tarefa executa comandos remotos a cada sessenta segundos. Além disso, o malware inclui lógica de geofencing que verifica se um teclado em russo está instalado; se sim, o malware sinaliza o servidor e sai sem coletar dados, comportamento comum em redes criminosas russas que evitam países da Comunidade de Estados Independentes.

Os atacantes enviam o IP, versão do macOS e hostname do host para o servidor de comando e controle res2erch-sl0ut[.]com. Todas as cinco carteiras backdooradas exfiltram dados para o mesmo endpoint wallets-gate[.]io, apontando para um único operador.

Recomendações de Segurança

Usuários que executaram o comando do site fake devem fechar a página imediatamente, remover o arquivo com.google.keystone.agent.plist da pasta LaunchAgents e verificar a pasta GoogleUpdate.app. Se qualquer uma das cinco carteiras alvo foi instalada, a seed phrase deve ser considerada comprometida, e os fundos devem ser movidos para uma nova carteira em um dispositivo limpo. É essencial alterar a senha de login do macOS e credenciais armazenadas no Keychain de um dispositivo confiável.


Baseado em publicação original de Cyber Security News
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.