Investigação Federal Alvo de Campanha de Malware em Jogos
O Escritório Federal de Investigações dos Estados Unidos (FBI) iniciou uma investigação formal sobre uma campanha de malware distribuída através de jogos na plataforma Steam. A divisão de Seattle da instituição anunciou estar buscando vítimas dos jogos falsos para ajudar nas análises, indicando que o objeto da investigação é um "ator malicioso", o que sugere a suspeita de um único hacker ou grupo específico por trás do esforço malicioso.
Jogos Identificados e Impacto Financeiro
Segundo o site oficial do FBI, os jogos da Steam identificados até o momento são: BlockBlasters, Chemia, Dashverse/DashFPS, Lampy, Lunara, Piratefy e Tokenova. Embora os jogos BlockBlasters e PirateFI tivessem apenas 10 jogadores simultâneos cada quando foram apagados da Steam, em 2025, o impacto causado por eles foi grande.
Um caso emblemático envolveu o jogador RastalandTV, que fazia transmissões ao vivo para financiar seu tratamento contra o câncer. O streamer teve R$ 167 mil roubados pelo jogo após baixá-lo para testar ao vivo. Este incidente destaca a gravidade do problema, onde a confiança na plataforma foi explorada para fins financeiros diretos.
Como Ajudar na Investigação
O FBI afirmou que qualquer jogador que baixou os games com malware entre maio de 2024 e janeiro de 2026 pode participar do esforço para pegar os hackers. Todos estão convocados a preencher um formulário no site oficial da instituição, com a promessa de que qualquer informação das potenciais vítimas ficará confidencial. Responsáveis por jogadores menores de idade também podem preencher o formulário do FBI em nome das vítimas de sua família.
As perguntas buscam saber se o usuário foi abordado pelos cibercriminosos antes ou depois de baixar os jogos, se teve dinheiro, criptomoedas ou dados roubados e mais detalhes sobre a interação com o jogo fraudulento. Em alguns casos, a vítima pode receber restituições e serviços especiais, de acordo com a lei de cada estado ou federal.
Contexto Mais Amplo de Segurança
A marca da Steam também foi explorada por hackers para esforços de phishing e engenharia social, sendo a marca mais imitada para golpes no primeiro semestre de 2025, segundo a Guardio. A publicação de jogos maliciosos especificamente para infectar jogadores representa uma evolução nas táticas de cibercrime, onde a distribuição de software legítimo é usada como vetor de ataque.
Esta investigação reforça a necessidade de cautela na instalação de softwares de terceiros, mesmo em plataformas estabelecidas, e a importância de relatar atividades suspeitas às autoridades competentes para mitigar danos futuros.