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FlexibleFerret: campanha que induz macOS a executar comandos no Terminal

Pesquisadores da Jamf identificaram uma variante do FlexibleFerret que usa sites de recrutamento falsos para induzir usuários macOS a executar comandos no Terminal, baixando um backdoor em Golang e roubando credenciais via iscas que enviam dados para Dropbox.

Pesquisadores da Jamf identificaram uma nova variante do malware FlexibleFerret que emprega engenharia social para convencer usuários macOS a executar comandos no Terminal, levando ao download e execução de payloads maliciosos. A operação se disfarça como um processo de seleção de emprego em sites falsos e já está associada à campanha Contagious Interview, atribuída a operadores norte‑coreanos.

Descoberta e escopo

A cadeia de ataque começa com anúncios de vagas e sites de avaliação de candidatos (ex.: evaluza.com e proficiencycert.com) que apresentam testes e até pedem vídeos de apresentação. Após completar o processo, a vítima recebe instruções para executar um comando no Terminal sob o pretexto de corrigir acesso à câmera ou microfone.

Vetor técnico e entrega

Jamf analisou scripts chamados macpatch.sh e arquivos JavaScript nos sites fraudulentos que montam e executam comandos curl para baixar um shell script inicial. Esse script detecta a arquitetura do mac (ARM64 vs Intel), baixa o payload adequado e cria diretórios temporários para a execução.

Persistência e capacidades pós‑infeção

  • Persistência via LaunchAgents que garantem execução no login.
  • Criação de uma aplicação‑isca que simula prompts do Chrome (ex.: acesso à câmera) para capturar credenciais inseridas pelo usuário; esses dados são enviados para uma conta Dropbox controlada pelos atacantes.
  • Um componente escrito em Golang atua como backdoor, comunicando‑se com um servidor de comando e controlo e oferecendo coleta de informações do sistema, upload/download de arquivos, execução de comandos e roubo de perfis do Chrome.

Contexto e atribuição

As publicações técnicas conectam essa variante à campanha Contagious Interview, atribuída a operadores da Coreia do Norte. A investigação da Jamf fornece indicadores de técnicas (execução via curl, scripts que detectam arquitetura, uso de Dropbox para exfiltração) mas não detalha contagens de vítimas.

Mitigações práticas

  • Treinar colaboradores para nunca executar comandos no Terminal baseados em instruções vindas de sites de recrutamento ou por e‑mail; tratar qualquer pedido assim como suspeito.
  • Bloquear downloads não autorizados e restringir execução de scripts por usuários sem privilégio.
  • Monitorar LaunchAgents, conexões de saída suspeitas e contas de terceiros (ex.: Dropbox) recebendo uploads inesperados.
  • Investigar eventos onde usuários reportem prompts para executar comandos e realizar varredura forense local se houver suspeita.

As fontes disponíveis descrevem o fluxo de ataque, a técnica de isca e as capacidades do backdoor, mas não quantificam o alcance da campanha. Organizações com equipes de recrutamento digitais devem reforçar políticas e revisar quaisquer processos que exijam que candidatos executem comandos em suas máquinas.


Baseado em publicação original de Cyber Security News
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.