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Atacantes comprometem appliances FortiWeb e instalam Sliver C2

Pesquisa revelou campanha ativa que compromete appliances FortiWeb desatualizados (firmware 5.4.202–6.1.62) para instalar o framework Sliver C2. Operação usa FRP para expor serviços e garante persistência em dispositivos de borda; a vulnerabilidade exata não foi confirmada em todos os casos.

Introdução

Pesquisadores identificaram uma campanha ativa que compromete appliances FortiWeb desatualizados para instalar o framework de comando e controle Sliver, garantindo persistência em dispositivos de borda e possibilidades de monitoramento de tráfego.

Descoberta e escopo

Analistas da Ctrl-Alt-Int3l, reportados por Cyber Security News, descobriram infraestrutura exposta associada ao Sliver C2 e registros que indicam uma série de dispositivos FortiWeb comprometidos. A investigação aponta que a maioria das unidades afetadas está rodando firmware antigo — especificamente versões entre 5.4.202 e 6.1.62, segundo o relatório disponibilizado na origem.

Vetor e técnica usada

O post não confirma um CVE específico responsável pela intrusão em todos os casos, mas registra que o ator também tem aproveitado a falha conhecida React2Shell (CVE-2025-55182) em operações paralelas. Após o acesso inicial, os invasores implantam ferramentas como o Fast Reverse Proxy (FRP) para expor serviços internos, criando um canal direto entre a rede vítima e servidores de controle externos.

Como o C2 foi observado

Durante caça a diretórios abertos no Censys, os pesquisadores localizaram bancos de dados e logs do Sliver C2 acessíveis publicamente, o que revelou comandos usados para gerar beacons e os domínios de comunicações. A infraestrutura utilizava domínios de isca com temas locais para confundir analistas — exemplos citados incluem variações que simulavam repositórios "Ubuntu Packages" e até páginas com o tema "Bangladesh Airforce".

Persistência e impacto operacional

Os atacantes conseguem instalar backdoors que se disfarçam como utilitários de atualização do sistema (o relatório cita implantação em caminhos como /bin/.root/system-updater), o que facilita a sobrevivência mesmo após reinícios e tentativas iniciais de remediação. Em appliances de segurança, essa persistência é particularmente crítica: um WAF/firewall comprometido pode permitir monitoramento de tráfego, interceptação de credenciais e execução de comandos com privilégios elevados.

Evidências e limites da investigação

Os indicadores extraídos dos logs expostos foram apresentados pelos pesquisadores, porém a origem não confirma que todos os compromissos usam um mesmo bug universal. O relatório deixa claro que a vulnerabilidade exata usada nas infecções FortiWeb não está confirmada em todos os casos. Em outras palavras: há exploração ativa documentada, mas falta uma atribuição técnica única e uma correlação completa entre cada host e um CVE específico.

Recomendações práticas

  • Priorizar a identificação de appliances FortiWeb públicos e verificar versões de firmware; atualizar para releases suportados.
  • Isolar appliances de borda em segmentos controlados e limitar acesso de gerenciamento à rede de administração.
  • Monitorar conexões de saída incomuns e sinais de tunelamento via FRP ou beacons HTTP com reconexão periódica.
  • Executar varredura por artefatos de Sliver (bancos de dados C2, logs expostos) e investigar registros de implantação em caminhos suspeitos.

Repercussão e o que falta

O material disponível descreve uma campanha com exploração ativa e impacto operacional claro, inclusive com persistência em appliances de segurança. O que não foi publicado até o momento é a confirmação oficial de um fornecedor (por exemplo, um aviso técnico da Fortinet) detalhando o vetor exato usado em cada caso e um mapeamento completo de alvos e países afetados. Sem esse comunicado, equipes devem tratar a ameaça como ativa e aplicar mitigação defensiva baseada em versões e exposição de serviços de gerenciamento.

Fonte: Cyber Security News (relato da Ctrl-Alt-Int3l).


Baseado em publicação original de Cyber Security News
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.