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Gen aponta crescimento de golpes explorando confiança em sistemas confiáveis

Gen aponta crescimento de golpes explorando confiança em sistemas confiáveis, com destaque para aumento de fraudes e uso de IA por cibercriminosos.

Relatório de Ameaças do primeiro semestre de 2026

O Relatório de Ameaças do primeiro semestre de 2026, divulgado pela Gen, identifica uma nova estratégia de cibercriminosos baseada na exploração da confiança dos usuários em ambientes digitais. Os ataques mais bem-sucedidos ocorreram em contextos aparentemente legítimos, como plataformas de reservas de hotéis, aplicativos de mensagens, sistemas de atualização de software e agentes de inteligência artificial com permissões previamente concedidas.

Vita Santrucek, diretor de Tecnologia e Desenvolvimento da Gen, afirma que os ataques passaram a se misturar às experiências digitais cotidianas. "Os ataques mais eficazes no primeiro semestre de 2026 não pareciam ataques. Eles chegaram por meio de plataformas de reservas, conversas familiares em aplicativos de mensagens, canais de atualização de software e fluxos de trabalho de agentes de IA, todos ambientes nos quais as pessoas já confiam".

Golpes lideram crescimento global

Entre os indicadores globais apresentados pela Gen, destacam-se 114,2 milhões de golpes envolvendo lojas virtuais falsas bloqueados, com alta de 109%. Houve crescimento de 387% nas fraudes que simulam órgãos governamentais e aumento de 454% nos golpes de personificação de familiares. Além disso, 20,3 milhões de tentativas de golpes de falso suporte técnico foram bloqueadas.

O relatório também aponta mais de 304 milhões de impressões de anúncios fraudulentos identificadas na União Europeia e Reino Unido em menos de um mês, aproximadamente 1,9 bilhão de tentativas de rastreamento online bloqueadas e mais de 10 milhões de notificações de vazamentos de dados enviadas a usuários.

Brasil lidera golpes de ransomware

No Brasil, o relatório identificou crescimento em diversas categorias de ameaças durante o primeiro semestre de 2026. Os golpes relacionados a apostas registraram a maior alta, com crescimento de 755%, seguidos por fraudes financeiras genéricas (+261%), golpes de falso suporte técnico (+93%) e lojas virtuais falsas (+62%).

Entre os códigos maliciosos, a atividade de ransomware aumentou 43%, enquanto exploits cresceram 31% e os chamados droppers avançaram 23%. Na categoria de roubo de informações, a Gen registrou aumento de 176% nos ataques de web skimming, além da alta de 16% em ladrões de senhas e de 10% nas ameaças do tipo banker.

IA passa a integrar a superfície de ataque

O relatório dedica uma seção ao avanço da chamada IA agêntica, modelo em que sistemas de inteligência artificial passam a executar tarefas em nome dos usuários. À medida que esses agentes recebem permissões mais amplas, eles também se tornam novos alvos dos cibercriminosos.

A telemetria da plataforma Sage, utilizada pela empresa para proteger agentes de IA, identificou como principais comportamentos de risco tentativas de executar comandos perigosos no sistema, abrir canais de acesso remoto, baixar e executar códigos da internet e acessar arquivos de credenciais sem autorização.

Medidas de mitigação recomendadas

Para combater essas ameaças, as organizações devem adotar uma abordagem de segurança baseada em confiança zero (Zero Trust), verificando continuamente a identidade e a integridade de todos os usuários e dispositivos. A implementação de autenticação multifator (MFA) e o monitoramento de comportamentos anômalos são essenciais para detectar ataques que exploram a confiança.

A educação dos usuários é fundamental para identificar golpes que se passam por sistemas confiáveis. Treinamentos de conscientização devem enfatizar a importância de verificar a origem de solicitações e não confiar cegamente em interfaces que parecem legítimas.

Implicações para CISOs

Os CISOs devem revisar suas estratégias de segurança para incluir a proteção de agentes de IA e a mitigação de riscos associados à exploração de confiança. A implementação de soluções de detecção de fraudes e a integração de inteligência de ameaças são práticas recomendadas para antecipar ataques.

Além disso, é crucial estabelecer protocolos de resposta a incidentes que considerem a natureza dos golpes, que muitas vezes envolvem engenharia social e não apenas vulnerabilidades técnicas. A colaboração com parceiros de segurança e a participação em comunidades de compartilhamento de informações podem fortalecer a postura de defesa.

Perguntas frequentes

Como identificar golpes que exploram confiança?
Verifique a origem das solicitações, não clique em links suspeitos e confirme informações através de canais oficiais.

Qual o impacto da IA nos ataques?
A IA permite ataques mais sofisticados e automatizados, mas também pode ser usada para defesa e detecção de ameaças.

Como proteger agentes de IA?
Implemente controles de acesso rigorosos, monitore comportamentos anômalos e limite permissões ao mínimo necessário.


Baseado em publicação original de TI Inside
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.