No evento Google Cloud Next 2026, a empresa apresentou uma nova estratégia de segurança baseada em agentes de inteligência artificial, visando automatizar a identificação, investigação e resposta a riscos em ambientes distribuídos. A iniciativa marca uma mudança significativa na forma como as organizações abordam a defesa cibernética, migrando de modelos reativos para operações proativas e contínuas.
A evolução da segurança com IA
A segurança digital enfrenta um desafio crescente: a velocidade e a complexidade das ameaças superam a capacidade de resposta humana. Os agentes de IA propostos pelo Google Cloud Next 2026 são projetados para lidar com esse volume, simulando ataques, identificando falhas e priorizando riscos automaticamente.
Esses sistemas conseguem mapear aplicações expostas na internet, testar possíveis caminhos de invasão e indicar rapidamente o que precisa ser corrigido. Mais do que identificar problemas, a IA começa a atuar diretamente na solução, acionando equipes responsáveis ou iniciando correções dentro dos sistemas, reduzindo o tempo entre detecção e resposta.
Processos que historicamente dependiam de análise manual, como investigação de incidentes e análise de alertas, passam a ser conduzidos por agentes automatizados. Isso permite que empresas lidem com um volume muito maior de riscos sem precisar expandir suas equipes na mesma proporção.
O papel da Wiz na estratégia do Google
A aquisição da Wiz por US$ 32 bilhões desempenha um papel central nessa estratégia. A Wiz, empresa de segurança em nuvem, oferece visibilidade profunda sobre os ambientes digitais, identificando vulnerabilidades e entendendo como os sistemas estão conectados.
Com a integração ao Google Cloud, essa visibilidade é combinada com automação baseada em IA. A plataforma ajuda a priorizar riscos de forma mais eficiente, permitindo respostas mais rápidas e precisas. A combinação de dados contextuais da Wiz com a capacidade de automação da IA do Google cria um ecossistema de segurança mais robusto.
Yinon Costica, cofundador da Wiz, destacou que a empresa tem utilizado agentes de IA para automatizar etapas de identificação, investigação e resposta a riscos. Francis deSouza, COO do Google Cloud, reforçou que esse movimento é essencial para acompanhar a velocidade atual das ameaças digitais.
Desafios da segurança multicloud
A discussão também destacou o impacto do modelo multicloud. Hoje, empresas operam com diferentes provedores de nuvem ao mesmo tempo, além de aplicações e sistemas distribuídos em vários ambientes. Isso aumenta a complexidade da segurança e amplia a superfície de ataque.
Não se trata mais apenas de proteger infraestrutura, mas também aplicações, dados, agentes e plataformas de IA que funcionam de forma integrada. O desafio agora é garantir visibilidade e controle em todos esses ambientes, mantendo um nível consistente de proteção.
A Wiz reforça a visibilidade em ambientes complexos, permitindo que empresas tenham uma visão mais clara de seus ambientes digitais. Isso é crucial em um cenário onde a segurança precisa ser adaptável e escalável.
O que os CISOs devem considerar
Para líderes de segurança da informação, a adoção de IA na segurança traz ganhos claros em eficiência e velocidade. No entanto, é necessário considerar alguns pontos críticos:
- Contexto como Vantagem: As organizações têm uma vantagem estratégica no uso da IA para segurança: o acesso ao contexto. Ao contrário dos atacantes, que precisam descobrir vulnerabilidades, as organizações já conhecem seus próprios sistemas, dados e fluxos de operação.
- Integração de Ferramentas: A segurança deixa de ser uma camada isolada e passa a ser parte central da própria operação digital. É necessário integrar ferramentas de segurança com os fluxos de trabalho existentes.
- Governança de IA: Com o avanço da inteligência artificial, o escopo da segurança também cresce. Além de proteger sistemas tradicionais, empresas passam a lidar com novos desafios relacionados a modelos, agentes e aplicações baseadas em IA.
A mensagem final é direta: não existe avanço em inteligência artificial sem evolução em segurança. À medida que empresas adotam agentes e automação em larga escala, proteger sistemas, dados e operações passa a ser parte essencial da estratégia de negócios.
O futuro da resposta a incidentes
Com o avanço da inteligência artificial, o escopo da segurança também cresce. Além de proteger sistemas tradicionais, empresas passam a lidar com novos desafios relacionados a modelos, agentes e aplicações baseadas em IA.
Isso exige uma abordagem mais integrada, capaz de acompanhar a complexidade dos ambientes digitais atuais e a velocidade com que novas tecnologias são adotadas. A segurança deixa de ser reativa e passa a ser contínua, automatizada e integrada à operação.
À medida que empresas adotam agentes e automação em larga escala, proteger sistemas, dados e operações passa a ser parte essencial da estratégia de negócios. Nesse cenário, a segurança deixa de ser uma camada isolada e passa a ser parte central da própria operação digital.