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Grupo Yamam reduz em 94% taxa de cliques em campanhas de phishing com programa de conscientização

Grupo Yamam alcança redução de 94% na taxa de cliques em phishing através de programa contínuo de conscientização e monitoramento com PIERSEC e Beephish.

O Grupo Yamam, empresa nacional que atua no segmento de engenharia e projetos industriais, implementou uma estratégia contínua de conscientização e redução de riscos cibernéticos relacionados ao comportamento dos usuários. Em parceria com a PIERSEC e a Beephish, o objetivo do projeto foi ampliar a capacidade dos colaboradores para identificar tentativas de golpes de phishing e reduzir a exposição da empresa a ataques que explorassem o comportamento humano e a tomada de decisão das equipes.

O desafio do fator humano no cenário brasileiro

Antes da iniciativa, a empresa enfrentava dificuldades comuns a muitas organizações quando o assunto é fator humano. Os colaboradores tinham dificuldade para identificar tentativas de phishing e pouca percepção de risco no uso de e-mails, links e arquivos, principalmente em campanhas com temas ligados aos benefícios internos. Diante desse cenário, o Grupo Yamam decidiu fortalecer sua estratégia de segurança digital por meio de ações contínuas de conscientização e acompanhamento dos usuários.

A evolução também impactou a cultura interna da organização. Antes do projeto, predominava uma postura reativa e pouca atenção aos riscos relacionados ao fator humano. Com o avanço das campanhas e do acompanhamento contínuo, o tema passou a ser tratado com mais seriedade pelas equipes, incluindo as lideranças, ampliando o engajamento com práticas preventivas no dia a dia.

Metodologia do projeto Pier Human Risk

Após a implementação do projeto Pier Human Risk, iniciado em setembro de 2025, a taxa de cliques em campanhas simuladas de phishing caiu de 24,64% para 1,41%, uma redução de 94,28% ao longo de oito meses de trabalho. A mudança também passou a ser percebida na rotina das equipes, que adotaram uma postura mais cautelosa diante de e-mails suspeitos, links e arquivos desconhecidos.

Durante esse período (setembro de 2025 a maio de 2026), aproximadamente 80 colaboradores participaram das campanhas simuladas, treinamentos e ações de conscientização, que envolveu diversas frentes, começando pela etapa de conscientização e evoluindo posteriormente para outras camadas de monitoramento e proteção. Após a implantação inicial das soluções, o Grupo Yamam passou a contar com suporte das equipes técnicas e estratégicas dos parceiros tecnológicos.

Segundo Alex Vieira, CEO da PIERSEC – empresa parceira da Beephish, responsável pela implementação do projeto e pelo apoio nas frentes complementares de monitoramento e proteção do ambiente corporativo – o trabalho envolveu uma análise criteriosa do contexto operacional do cliente e dos principais riscos envolvidos.

“Nosso objetivo era ir além da entrega de tecnologia. Estruturamos um trabalho contínuo de evolução da maturidade em segurança da informação, unindo conscientização, monitoramento e acompanhamento estratégico próximo ao cliente e os resultados foram muito positivos, superaram todas as expectativas iniciais”, afirma Vieira.

Métricas de sucesso e impacto operacional

Além das campanhas e treinamentos, o Grupo Yamam passou a contar com uma rotina estruturada de acompanhamento baseada em reuniões periódicas, análise de indicadores, definição de planos de ação e acompanhamento da evolução da maturidade em segurança cibernética. Essa metodologia foi conduzida pela PIERSEC por meio do programa Fluxo Guardião.

“Nossa atuação também incluiu monitoramento SOC, gestão de vulnerabilidades e acompanhamento de eventos de segurança por meio da nossa solução PIER360, que funciona como uma central de vigilância cibernética, 24x7, ampliando a capacidade de identificação, tratamento dos riscos e respostas a incidentes no ambiente do cliente”, destaca Vieira.

Para Glauco Sampaio, CEO da Beephish, o caso do Grupo Yamam reforça um cenário que ainda é muito frequente dentro das organizações: os ataques continuam explorando o comportamento humano e a rotina operacional mais do que falhas técnicas.

“Durante muito tempo, os investimentos em segurança digital ficaram concentrados em tecnologia, enquanto o usuário seguia exposto no dia a dia da operação. Quando a empresa passa a acompanhar de perto o comportamento, contexto e percepção de risco de forma contínua, o colaborador deixa de atuar apenas como alvo e passa a contribuir ativamente para a redução da exposição da empresa”, afirma o CEO da Beephish.

O papel do monitoramento contínuo e SOC

Para o CEO da PIERSEC, o projeto reforça a importância de combinar iniciativas voltadas ao comportamento dos usuários com ações de monitoramento e proteção do ambiente por meio de soluções inovadoras.

“A evolução da cultura de segurança acontece quando existe um trabalho contínuo, capaz de atuar tanto na conscientização quanto na redução de vulnerabilidades e na resposta aos riscos identificados ao longo de toda a operação”, resume Alex Vieira.

A iniciativa também ampliou a participação das lideranças nas discussões sobre segurança e consolidou uma rotina mais preventiva dentro da operação. Para o Grupo Yamam, a conscientização deixou de ser uma ação pontual e passou a fazer parte da estratégia contínua de redução e prevenção a riscos a fim de preservar a continuidade dos negócios.

Mudança cultural e engajamento das lideranças

Além da redução nos indicadores, o Grupo Yamam percebeu mudanças concretas no comportamento diário dos colaboradores. Os usuários passaram a questionar e-mails suspeitos, evitaram a abertura de arquivos desconhecidos e validaram situações antes de executar ações potencialmente arriscadas, incorporando uma mudança na rotina corporativa.

Segundo avaliação da equipe do Grupo Yamam, a segurança digital passou a ganhar mais espaço no dia a dia da operação. Os colaboradores passaram a analisar com mais atenção e-mails, links e arquivos antes de tomar decisões, contribuindo para uma postura mais preventiva diante dos riscos.

“Hoje percebemos uma mudança clara no comportamento das pessoas. Os colaboradores estão mais atentos, questionam situações suspeitas, pedem apoio quando têm dúvidas e avaliam com mais cuidado arquivos e links antes de interagir com eles. Ainda temos espaço para evoluir, mas o tema passou a ser tratado com muito mais seriedade dentro da empresa”, destaca Maurício Tavares, gestor de TI do Grupo Yamam.

O que os CISOs devem fazer agora

O caso do Grupo Yamam serve como um estudo de caso relevante para profissionais de segurança da informação e CISOs que buscam melhorar a postura de defesa contra ameaças baseadas em engenharia social. A redução drástica na taxa de cliques demonstra que programas de conscientização bem estruturados, combinados com monitoramento técnico, podem gerar resultados mensuráveis.

As lições aprendidas incluem:

  • Abordagem Contínua: A segurança não pode ser tratada como uma ação pontual. O programa deve ser contínuo, com evolução da maturidade em segurança.
  • Monitoramento Integrado: Unir conscientização com monitoramento SOC e gestão de vulnerabilidades permite uma visão holística dos riscos.
  • Engajamento das Lideranças: A participação ativa das lideranças nas discussões sobre segurança é crucial para consolidar uma rotina preventiva.
  • Foco no Fator Humano: Reconhecer que os ataques exploram o comportamento humano exige investimentos específicos nessa área, além da tecnologia.

Como se trata de um programa contínuo de mitigação das vulnerabilidades centradas no risco humano, as ações de conscientização, monitoramento e acompanhamento dos indicadores seguem em andamento, com foco na evolução da maturidade em segurança e na redução permanente da exposição a riscos, reforça o gestor de TI do Grupo Yamam.


Baseado em publicação original de TI Inside
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.