Resumo
Pesquisa da Koi mostrou que IDEs AI forked do VSCode (Cursor, Windsurf e Google Antigravity) recomendavam extensões que não existiam no registro OpenVSX — deixando namespaces vagos que poderiam ser registrados por atacantes e usados para distribuir extensões maliciosas a desenvolvedores.
Como funciona a falha
Os IDEs analisados herdaram arquivos de configuração apontando originalmente para o marketplace da Microsoft, mas, por questões legais, passaram a usar o registro OpenVSX. Dois mecanismos de recomendação foram identificados: recomendações por arquivo (por exemplo, abrir azure‑pipelines.yaml sugere uma extensão Azure Pipelines) e recomendações por software detectado no host (por exemplo, PostgreSQL).
Risco demonstrado
Os pesquisadores descobriram que várias recomendações apontavam para namespaces que não estavam ocupados no OpenVSX. Ao registrar esses namespaces, a equipa de pesquisa colocou placeholders explícitos que não continham funcionalidades, apenas avisos. Mesmo assim, mais de 1.000 desenvolvedores instalaram essas extensões apenas porque o IDE as recomendou; os placeholders acumularam mais de 500 instalações, demonstrando o nível de confiança automatizada nas sugestões das IDEs.
Resposta dos fornecedores
O cronograma de divulgação descreve respostas diversas: a Cursor reconheceu e corrigiu o problema em 1º de dezembro de 2025 após reporte em 23–24 de novembro. O Google inicialmente fechou o relatório como "Won't Fix" duas vezes antes de aceitar e lançar uma correção parcial em 26 de dezembro. Windsurf não respondeu à divulgação. A Eclipse Foundation (operadora do OpenVSX) colaborou com os pesquisadores da Koi para verificar namespaces remanescentes e reforçar controles no registro.
Implicações de segurança e mitigação
Os pesquisadores alertam que atacantes que controlassem namespaces poderiam publicar extensões maliciosas que apareceriam como recomendações oficiais, potencialmente exfiltrando chaves SSH, credenciais AWS ou código‑fonte sem recorrer a engenharia social convencional. A descoberta ressalta o inseguro nível de confiança nas recomendações automáticas das IDEs AI.
O que falta e recomendações
O relatório público não lista indicadores técnicos detalhados de todas as recomendações afetadas nem quantifica ambientes por plataforma onde a falha foi reproduzida. Recomendações práticas incluem auditar mecanismos de recomendação das IDEs, validar assinaturas e proveniência de extensões antes da instalação e preferir registros de extensões com políticas de ocupação de namespace e verificação de publisher.
Fonte: pesquisa publicada pela Koi e reportada pelo Cyber Security News. Onde o material original não fornece métricas adicionais ou IOCs, o artigo indica explicitamente essas lacunas.