O bloqueio e seu alcance
\nA população do Irã enfrenta desde o último sábado (28) um apagão de internet que reduziu o nível de conectividade do país a menos de 1% do normal, conforme monitoramento da iniciativa NetBlocks. O bloqueio ocorreu após uma ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel ao território iraniano, que resultou no assassinato do aiatolá Khamenei. Com a internet praticamente indisponível, cerca de 90 milhões de pessoas no Irã têm dificuldades para se comunicar, e a medida limita a divulgação de incidentes e a participação cívica em um momento crucial.
\nImpacto sobre brasileiros
\nO embaixador do Brasil no Irã, André Veras Guimarães, confirmou no sábado (28) à TV Globo que a internet no país foi cortada e que a diplomacia enfrentava dificuldades para se comunicar com os brasileiros na região. A declaração oficial destaca os riscos operacionais e de segurança para cidadãos brasileiros no exterior durante crises geopolíticas, exigindo protocolos alternativos de comunicação e assistência consular.
\nContexto histórico de bloqueios no Irã
\nO NetBlocks destacou que bloqueios de internet são uma tática recorrente do regime iraniano. O apagão anterior aconteceu no início de janeiro de 2026, em resposta a protestos contra o governo, também reduzindo a conectividade para cerca de 1% do padrão e afetando até mesmo o sinal da Starlink – internet via satélite que costumava funcionar em situações similares. Não há informações sobre a situação atual da Starlink no Irã, após o governo tornar ilegal o uso de suas antenas.
\nImplicações para a segurança da informação e direitos humanos
\n"Enquanto a maioria dos países se esforça para manter a conectividade em tempos de conflito internacional, o Irã silenciou novamente sua própria população", afirmou o NetBlocks. A organização alerta que bloqueios prolongados, como o de janeiro que durou várias semanas, mascaram graves violações de direitos humanos. Para profissionais de cibersegurança, a interrupção forçada da internet representa um risco à integridade de dados, à continuidade de negócios e à capacidade de resposta a incidentes, além de servir como caso de estudo sobre a resiliência de infraestruturas críticas sob censura estatal.