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Campanha Lazarus 'Graphalgo' usa repositórios para distribuir RATs

Operação denominada 'graphalgo' usa falsas vagas e repositórios públicos (GitHub, npm, PyPI) para distribuir RATs a desenvolvedores de cripto; pacote 'bigmathutils' teve >10.000 downloads antes de ser weaponizado, segundo ReversingLabs.

Pesquisadores da ReversingLabs identificaram uma operação persistente atribuída ao grupo Lazarus (RPDC) que usa falsas vagas de emprego e repositórios legítimos (GitHub, npm, PyPI) para distribuir trojans de acesso remoto (RAT) a desenvolvedores de criptomoedas — operação batizada de "graphalgo".

Como funciona a campanha

De acordo com o relatório publicado e coberto pelo CybersecurityNews, o vetor social envolve abordagens via LinkedIn, Facebook e anúncios em fóruns de desenvolvedores com ofertas de emprego supostamente em empresas de cripto como a fictícia "Veltrix Capital". Os candidatos recebem testes de código hospedados em repositórios controlados pelos operadores, que referenciam dependências maliciosas em npm/PyPI.

Mecanismo técnico e persistência

  • Pacotes maliciosos: o pacote npm "bigmathutils" acumulou mais de 10.000 downloads antes de ser substituído por uma versão weaponizada, segundo a ReversingLabs.
  • Instalação automática: ao executar ou depurar as tarefas de entrevista, gerenciadores de pacotes trazem as dependências comprometidas, acionando camadas de ofuscação e payloads que baixam um segundo estágio a partir de servidores C2.
  • Payload final: RATs implementados em JavaScript, Python e Visual Basic Script, capazes de executar comandos arbitrários, enviar arquivos e verificar presença de extensões como MetaMask — indicando foco em roubo de criptomoedas.

Atribuição e sinais

A análise aponta para padrões associados ao Lazarus: uso de tokens para proteger comunicações C2 (dificultando análises), presença de timestamps em GMT+9 em commits git e foco reiterado em alvos financeiros/cripto. A ReversingLabs batizou a operação de "graphalgo" a partir do primeiro pacote detectado.

Impacto e risco para ecossistema de desenvolvimento

Essa campanha explora confiança na cadeia de desenvolvimento e no uso de dependências públicas. O risco é significativo: desenvolvedores que importam código de origem externa ou executam tarefas de terceiros podem inadvertidamente introduzir backdoors em ambientes de desenvolvimento e produção. A contaminação de pacotes amplamente baixados amplia a superfície de ataque.

Medidas recomendadas

  • Adotar políticas de verificação de dependências (SCA) e bloqueio de pacotes não aprovados em pipelines.
  • Higienizar processos de recrutamento técnico: evitar execução direta de código de candidatos sem ambiente isolado e analisar dependências antes de instalar.
  • Monitorar telemetria de saída em ambientes de build e CI/CD para identificar downloads atípicos e conexões a domínios de C2.
  • Revogar tokens e credenciais associadas a repositórios comprometidos e notificar registries (npm/PyPI/GitHub) sobre os artefatos maliciosos.

O que falta esclarecer

O relatório público não especifica vítimas nomeadas nem o exato volume de sistemas comprometidos em produção; também não há confirmação de roubo de fundos em larga escala. Aguarda-se divulgação de IOCs completos por parte da ReversingLabs e operações coordenadas com registries para remoção de pacotes.

Fonte

CybersecurityNews (cobertura da análise da ReversingLabs).


Baseado em publicação original de Cyber Security News
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.