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MacSync: nova variante notarizada do macOS dribla Gatekeeper e rouba dados

Pesquisadores do Jamf identificaram uma variante do stealer MacSync que usa assinatura e notarização para contornar o Gatekeeper do macOS. O artefato agora vem como app Swift de 25,5 MB, instala backdoors, rouba dados de navegadores e mira credenciais de carteiras de cripto; foco C2 identificado em focusgroovy[.]com.

MacSync evoluiu para uma variante que usa assinatura e notarização para contornar proteções do macOS, segundo analistas.

Descoberta e técnica

Pesquisadores do Jamf Threat Labs identificaram uma nova iteração do stealer MacSync que se apresenta como aplicativo Swift legítimo, assinado e notarizado pela Apple. Ao usar um binário certificado, a amostra evita os avisos de “desenvolvedor não identificado” do macOS e reduz a probabilidade de rejeição automática pelo Gatekeeper.

O que mudou agora

Além da assinatura, os pesquisadores notaram duas alterações técnicas relevantes: a mudança para um app Swift devidamente notarizado e um grande disco de instalação (imagem de 25,5 MB), contraste com versões anteriores que operavam essencialmente em memória e com baixa pegada em disco. O aumento do artefato em disco sugere funcionalidades adicionais e componentes incorporados.

Vetor, alvos e capacidades

A campanha tem usado páginas de download que imitam plataformas de mensagens, com ênfase em interesses de usuários de apps como o zk-Call (serviço de chamadas/ mensageria com sede na Estônia), estratégia de engenharia social que eleva a taxa de instalação por usuários que buscam esse software.

  • Funcionalidades observadas: instalação de backdoors, exfiltração de dados armazenados (incluindo dados de navegadores), busca por credenciais de carteiras de criptomoedas e manutenção de acesso persistente.
  • Servidor de comando e controle identificado: focusgroovy[.]com, relacionado à distribuição de payloads adicionais; navegadores já sinalizaram o domínio por phishing.

Evidências, limites e hipóteses

Jamf descreve a amostra e os indicadores associados; a origem exata dos certificados de desenvolvedor não está confirmada. O relatório aponta caminhos plausíveis: roubo de certificados, contas de desenvolvedor comprometidas ou criação de entidades falsas com identidade fraudulenta para obtenção de certificados.

“A nova variante apresenta assinatura e notarização que a faz parecer um app de desenvolvedor verificado”, reportou Jamf Threat Labs.

Impacto e mitigação

Para equipes de segurança e CISO, o uso de assinatura legítima aumenta a complexidade da triagem em endpoints Apple. Controles recomendados:

  • Bloquear instalações fora da App Store por política corporativa (quando aplicável) ou exigir whitelisting de certificados de desenvolvedor conhecidos.
  • Monitorar execução de binários recém‑criados em disco e conexões para domínios associados (ex.: focusgroovy[.]com).
  • Educar usuários sobre fontes de download e fortalecer processos de validação de software distribuído por canais informais.

O que falta

Ainda não há confirmação pública de como os atacantes obtiveram os certificados utilizados pela campanha, nem um panorama sobre quantas máquinas foram afetadas até agora. Jamf e outros fornecedores podem atualizar com artefatos e IoCs adicionais.

Resumo para operações

Trate aplicativos assinados como um possível vetor quando a origem não for explicitamente confiável; combine telemetria de endpoint com análise de cadeia de distribuição e reputação de domínios de C2. Para ambientes gerenciados, avalie políticas MDM que limitem a execução de apps assinados por desenvolvedores não aprovados.


Baseado em publicação original de Cyber Security News
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.