Equipes de pesquisa em segurança conseguiram demonstrar a execução de uma versão jailbreakada do iOS 27 em um iPhone 11 Pro, utilizando uma combinação do exploit usbliter8 para SecureROM com um fluxo de trabalho de firmware personalizado. O teste, publicado no repositório GitHub 34306/usbliter8-fun, valida a persistência de vulnerabilidades de nível de hardware em dispositivos Apple, mesmo em versões beta recentes do sistema operacional.
Descoberta e escopo
O projeto foca no processador A13 do iPhone 11 Pro, que utiliza o exploit usbliter8 desenvolvido pela Paradigm Shift. Este exploit opera através do modo USB Device Firmware Upgrade (DFU), exigindo acesso físico ao dispositivo e hardware especializado, como um Raspberry Pi Pico 2 configurado com o chip RP2350. A demonstração confirma que o SecureROM, código imutável embutido no silício, permanece vulnerável a explorações que contornam a cadeia de confiança padrão da Apple.
Vetor e exploração
Para realizar o jailbreak, os pesquisadores injetaram componentes de inicialização modificados e restauraram uma imagem do iOS personalizada. O processo envolveu a desativação de controles de segurança como o USB Restricted Mode, restrições de sandbox no diretório /var/jb e verificações de trust-cache do Apple Mobile File Integrity. Essas modificações permitem a execução de código não assinado, requisito fundamental para um ambiente jailbreakado.
Impacto e alcance
Embora a exploração exija acesso físico e preparação técnica detalhada, o sucesso do teste demonstra riscos de longo prazo para dispositivos mais antigos que ainda recebem atualizações de segurança. O exploit usbliter8 permite estudar dispositivos fora da cadeia de confiança padrão, incluindo versões mais novas do iOS como a beta 2 do iOS 27. Não há CVE ou CVSS associado oficialmente até o momento, mas a vulnerabilidade do SecureROM não pode ser corrigida via atualização de software normal.
Medidas de mitigação recomendadas
Administradores de segurança e usuários devem manter o acesso físico aos dispositivos restrito e evitar conectar equipamentos não confiáveis em modo DFU. A Apple continua a monitorar essas vulnerabilidades, mas a natureza do SecureROM limita as opções de correção. Usuários devem evitar tentar procedimentos experimentais em dispositivos primários, pois o processo pode apagar dados e quebrar funcionalidades críticas como Wi-Fi, Bluetooth e serviços da Apple.
Perguntas frequentes
- O exploit é remoto? Não, requer acesso físico e conexão USB.
- Isso afeta todos os iPhones? O teste foi realizado no iPhone 11 Pro (A13). Dispositivos mais novos podem ter proteções adicionais.
- Existe correção disponível? Não há patch de software para vulnerabilidades de SecureROM.