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Extensões 'Phantom Shuttle' no Chrome interceptam tráfego e roubam credenciais

Pesquisadores identificaram duas extensões Chrome chamadas "Phantom Shuttle" que funcionam como VPNs/proxies, mas interceptam tráfego HTTP e exfiltram credenciais (hardcoded: topfany:963852wei) para phantomshuttle.space. As extensões estão ativas desde 2017 e somam mais de 2.180 instalações; Socket.dev solicitou o takedown na Chrome Web Store. Recomendações incluem desinstalar, trocar senhas e aplicar políticas de whitelist para extensões.

Duas extensões maliciosas do Chrome, que se passam por serviços de VPN, vêm interceptando tráfego de usuários e exfiltrando credenciais, segundo análise divulgada por pesquisadores.

Resumo do caso

Pesquisadores da Socket.dev identificaram duas variantes de extensões chamadas "Phantom Shuttle" publicadas na Chrome Web Store que ofertam funcionalidades de proxy/VPN, mas executam interceptação completa do tráfego HTTP e exfiltram credenciais para infraestrutura controlada pelos atacantes. As extensões estão ativas desde pelo menos 2017 e foram instaladas por mais de 2.180 usuários, de acordo com a matéria.

Como a fraude funciona

As extensões apresentam um produto comercial legítimo: realizam testes de latência e mostram status de conexão, além de aceitar pagamentos via Alipay e WeChat Pay. Em paralelo, o código JavaScript modificado — incluído em bibliotecas como jquery-1.12.2.min.js e scripts.js — contém uma rotina de interceptação.

  • O mecanismo registra um listener em chrome.webRequest.onAuthRequired, interceptando desafios de autenticação antes que o usuário veja prompts.
  • Quando acionado, o listener responde automaticamente com credenciais embutidas no código (username: topfany, password: 963852wei), em modo asyncBlocking, permitindo ao atacante forçar a autenticação sem interação do usuário.
  • As extensões mantêm um heartbeat de 60 segundos com o servidor de comando e controle em phantomshuttle.space, enviando e recebendo dados, e transmitem emails e senhas em texto claro a cada cinco minutos para usuários ativos.

Evidências técnicas e evasão

Os pesquisadores observaram que as credenciais são ofuscadas por um esquema de encoding de índice de caracteres para dificultar a detecção manual. A combinação de funcionalidade aparente — proxy que funciona — com o canal clandestino de exfiltração cria falsa confiança nas vítimas e facilita a permanência das extensões na loja por anos.

Impacto e recomendações

Embora o número de instalações relatado (~2.180) não seja comparável a grandes campanhas massivas, o risco é alto: qualquer usuário que tenha instalado a extensão teve seu tráfego potencialmente redirecionado via proxies do atacante e credenciais capturadas em texto claro. Recomendamos:

  • Remover imediatamente qualquer extensão suspeita chamada "Phantom Shuttle" ou qualquer extensão desconhecida que peça permissões amplas de rede.
  • Alterar senhas armazenadas no navegador e revisar sessões ativas em serviços sensíveis (webmail, bancos, SSO corporativo).
  • Habilitar políticas de gerenciamento de extensões em ambientes corporativos (whitelist/blacklist) e analisar telemetria de extensões instaladas.
  • Submeter amostras ao fornecedor de browser e ao programa de segurança da loja; Socket.dev declarou ter enviado pedidos de takedown ao time de segurança do Chrome Web Store.

Limitações da investigação

O relatório indica a infraestrutura C2 e hardcoded credentials e relata exfiltração periódica, mas não detalha campanhas específicas de comprometimento de contas nem fornece uma lista pública completa de usuários afetados. Falta também declaração pública do Google sobre a remoção ou estatísticas adicionais sobre amplitude do impacto.

Observações finais

O caso reforça a necessidade de controles centrais sobre extensões em ambientes corporativos e de verificação contínua de componentes aparentemente benignos. A combinação de fachada comercial com funcionalidades reais torna esse tipo de ameaça especialmente perigoso para usuários que confiam apenas na presença de avaliações ou pagamentos legítimos.


Baseado em publicação original de Cyber Security News
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.