Hack Alerta

PoC pública explora race‑condition no timer POSIX do kernel Linux

Foi divulgada uma PoC para CVE‑2025‑38352, uma condição de corrida em handle_posix_cpu_timers() do kernel Linux que possibilita use‑after‑free e escalonamento local de privilégios. A falha afeta builds como Linux LTS 6.12.33 e kernels 32‑bit (incluindo Android 32‑bit); patches upstream já foram liberados e administradores devem aplicar atualizações imediatamente.

Uma prova de conceito pública para CVE‑2025‑38352 foi divulgada, acelerando o risco para sistemas Linux e kernels embarcados que não foram atualizados.

O que é a vulnerabilidade

CVE‑2025‑38352 é uma condição de corrida (race condition) no código de tratamento de timers POSIX do kernel Linux (função handle_posix_cpu_timers()). A falha pode gerar um use‑after‑free quando estruturas de timer são liberadas enquanto ainda estão sendo acessadas, potencialmente permitindo corrupção de memória do kernel e escalonamento local de privilégios.

Alcance e versões afetadas

Relatórios indicam que a falha afeta builds relacionados ao Linux LTS 6.12.33 e kernels vulneráveis em especial em arquiteturas 32‑bit — incluindo versões de kernels Android 32‑bit que compilaram sem CONFIG_POSIX_CPU_TIMERS_TASK_WORK. Pesquisadores destacam relevância particular para dispositivos Android de 32‑bits e sistemas embarcados que mantenham as configurações vulneráveis.

PoC e evidências de exploração

A PoC publicada por um pesquisador (exposta no GitHub) demonstra a sequência necessária: criação de um timer POSIX que dispara após intervalo específico; indução de um thread a estado zumbi durante operações críticas do kernel; colheita do processo zumbi enquanto o kernel está processando timers; chamada a timer_delete() que causa liberação prematura; e, finalmente, acesso posterior que gera avisos do KASAN indicando escrita UAF em posix_timer_queue_signal().

Exploração ativa e impacto operacional

Advisories citadas por analistas mencionam exploração limitada e direcionada do bug. A exploração exige acesso local e sincronização de tempo precisa (condições avançadas), o que reduz sua praticidade em ataques remotos massivos, mas não elimina o risco em cenários onde um atacante já possui conta local ou consegue executar código.

Mitigação e ações recomendadas

  • Atualizar imediatamente kernels para as branches estáveis que incluem o patch disponibilizado upstream.
  • Priorizar dispositivos Android 32‑bit e sistemas embarcados com kernels desatualizados ou compilações customizadas sem POSIX CPU TIMERS TASK WORK.
  • Monitorar logs de kernel para mensagens relacionadas a KASAN ou alertas em send_sigqueue()/posix_timer_queue_signal que possam indicar tentativas de exploração.
  • Em ambientes de alto risco, restringir execução local não autorizada ou aplicar mecanismos de mitigação de isolamento até que o patch seja aplicado.

Limitações das informações públicas

Documentação pública descreve a PoC e indica exploração limitada; falta, porém, um CVE com pontuação pública detalhada por fornecedores de segurança centralizados (quando aplicável) e não há, nesta divulgação, indicadores amplos de exfiltração ou campanhas massivas que afetem infraestrutura crítica em larga escala.

A disponibilidade pública da PoC reduz a janela de tempo para administradores; equipes de operação devem tratar a vulnerabilidade como de alta prioridade nas versões afetadas.


Baseado em publicação original de Cyber Security News
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.