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Poison Claude vende acesso a modelos de ia com contas fraudulentas

Pesquisadores descobrem serviço Poison Claude vendendo acesso a modelos da Anthropic via contas fraudulentas e créditos de nuvem, com 881 usuários ativos e pagamentos em cripto.

Investigadores de segurança identificaram um mercado cinzento operando na venda de acesso a modelos de linguagem avançados da Anthropic, incluindo as versões Opus 4.8, Opus 4.7, Opus 4.6 e Sonnet 4.6, a preços significativamente abaixo do mercado oficial. O serviço, conhecido como Poison Claude, utiliza contas de nuvem registradas fraudulentamente e créditos de teste gratuitos para alimentar o consumo de tokens, permitindo que os operadores cobrem apenas 5 a 15% da taxa oficial por token.

Como o esquema funciona

O Poison Claude opera através de um modelo de revenda de tokens de API. Os usuários pagam em criptomoedas como Tether, USD Coin, Ethereum, Litecoin e Bitcoin, o que facilita a anonimização das transações e a evasão de verificações de identidade. Após o pagamento, os clientes recebem uma chave de API e instruções para redirecionar suas variáveis de ambiente do Claude Code para os servidores do Poison Claude, em vez de usar o endpoint oficial da Anthropic.

A infraestrutura por trás do serviço foi hospedada inicialmente no domínio poison-claude.bitsender.top, protegida por Cloudflare para ocultar sua origem real. No entanto, uma configuração de erro expôs um endpoint de status não autenticado, revelando 881 usuários totais e 872 usuários ativos no momento da descoberta. Pesquisadores conseguiram rastrear um endpoint relacionado, api.claudeopus.shop, até um servidor Hostinger em Mumbai antes que a exposição fosse corrigida.

Impacto no mercado de ia

Este tipo de fraude representa um risco significativo para os provedores de serviços de IA e para os usuários finais. A Anthropic respondeu introduzindo verificações de identidade baseadas em persona, exigindo documentos governamentais e selfies para novas contas, além de implementar sistemas de fingerprinting para detectar abusos originados de fusos horários asiáticos. O serviço Poison Claude não é isolado; um serviço similar, Ecomagent.in, oferece acesso descontado a modelos Opus e Sonnet, além do GPT Codex 5.5, explorando o programa de créditos de startup do Google Cloud.

A Okta Threat Intelligence rastreou mais de 105.000 tentativas de cadastro fraudulentas contra uma plataforma de vídeo com IA, originadas de 251 IPs distintos ligados a VPNs e proxies residenciais concentrados no Líbano, Indonésia e Tailândia. Esses padrões são consistentes com usuários tentando contornar restrições regionais de acesso a modelos de IA dos EUA.

Medidas de mitigação

Para CISOs e equipes de segurança, a descoberta do Poison Claude destaca a necessidade de monitorar o uso anômalo de APIs de IA e a detecção de tráfego de tokens em endpoints não autorizados. A implementação de controles de acesso rigorosos e a validação de identidade para novos usuários são essenciais. Além disso, a notificação aos provedores de nuvem, como Cloudflare, AWS e Google Cloud, sobre padrões de abuso documentados é um passo crítico para conter a infraestrutura de fraude.

Perguntas frequentes

  • Qual o risco para as empresas? O uso de contas fraudulentas pode levar a vazamento de dados confidenciais processados pelos modelos e custos inesperados para os provedores de nuvem.
  • Como identificar o Poison Claude? Monitorar tráfego de API para endpoints desconhecidos e verificar a origem dos tokens de acesso.
  • É seguro usar? Não. O uso de serviços não oficiais viola os termos de serviço e expõe os dados a interceptação ou manipulação.

Baseado em publicação original de Cyber Security News
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.