A Polícia Civil de São Paulo, em conjunto com o Ministério Público, deflagrou a Operação Interestadual Fim da Fábula, cumprindo 173 mandados judiciais para desarticular uma extensa rede criminosa especializada em golpes digitais. A ação, que abrangeu São Paulo, Minas Gerais e o Distrito Federal, mira esquemas como os golpes do "falso advogado", "mão fantasma" e "INSS".
Escopo da operação e prejuízo
Foram cumpridos 120 mandados de busca e apreensão e 53 de prisão temporária. A Justiça determinou, a pedido do MP, o bloqueio judicial de até R$ 100 milhões em cada uma das 86 contas correntes de pessoas físicas e jurídicas identificadas na investigação. Os criminosos utilizavam plataformas de apostas esportivas online e fintechs para movimentar os valores ilícitos, além de praticar clonagem de chaves Pix e lavagem de dinheiro.
Modus operandi dos golpes
A quadrilha operava com três golpes principais. No "falso advogado", usavam dados de profissionais legítimos para contatar clientes e induzi-los a fazer transferências via Pix para desbloquear benefícios judiciais inexistentes. No golpe do INSS, ligavam para as vítimas se passando por funcionários da previdência para coletar dados sensíveis. Já o golpe da "mão fantasma" envolvia engenharia social para instalar softwares maliciosos nos celulares, concedendo acesso remoto aos criminosos para realizar fraudes financeiras.
Implicações e alcance
A operação evidencia a sofisticação e o volume financeiro dos crimes cibernéticos no Brasil. Um dos investigados é o cantor de funk conhecido como MC Negão Original, que não foi localizado. A ação demonstra um esforço coordenado das forças de segurança para combater fraudes que exploram a confiança das vítimas e falhas na educação digital, com impacto direto na segurança financeira de milhares de pessoas.