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Polícia da Ucrânia e BKA desmantelam grupo russo responsável por ransomware

A Polícia Cibernética da Ucrânia, em cooperação com o BKA da Alemanha e parceiros europeus, identificou e buscou membros de um grupo russo‑afiliado acusado de realizar ataques de ransomware entre 2022 e 2025. Dois operadores técnicos foram localizados na Ucrânia; apreensões incluíram dispositivos e criptomoedas. Autoridades indicam ligações possíveis com a operação Conti e acionaram Interpol para o suposto organizador.

Resumo

Autoridades ucranianas e alemãs anunciaram a identificação e ações contra membros de um grupo vinculado a ataques de ransomware de alto impacto. Investigações apontam operações entre 2022 e 2025 e indícios de ligações com operações conhecidas de extorsão de dados.

Descoberta e escopo

Segundo comunicados citados pela matéria publicada no Cyber Security News, a investigação foi conduzida pela Polícia Cibernética da Ucrânia e pelo Departamento de Investigação Principal da Polícia Nacional, com orientação do Departamento Cibernético do Gabinete do Procurador-Geral. Em parceria com o Bundeskriminalamt (BKA) da Alemanha e com apoio de outras autoridades europeias, foram realizadas buscas que identificaram dois suspeitos operando a partir de território ucraniano.

Tarefas técnicas atribuídas aos suspeitos

Os investigadores descrevem os indivíduos identificados como operadores técnicos críticos na cadeia de ataques: especialistas em cracking de hashes que usavam ferramentas dedicadas para extrair e quebrar hashes de senhas de sistemas comprometidos. Após obter credenciais — por roubo direto ou por cracking — os atacantes teriam realizado movimento lateral, escalada de privilégios e tomada de controle de infraestruturas críticas dentro das redes comprometidas.

Método de extorsão

Conforme o texto, uma vez com acesso pleno, o grupo teria implantado ransomware para cifrar dados e sistemas e, ao mesmo tempo, exfiltrado informação confidencial, exigindo pagamento por chaves de descriptografia e para impedir vazamentos de dados. Investigadores estimam perdas coletivas em centenas de milhões de euros decorrentes das operações atribuídas ao grupo entre 2022 e 2025.

Ações de investigação e apreensões

As buscas ocorreram nas regiões de Ivano‑Frankivsk e Lviv, onde as autoridades apreenderam mídias digitais, dispositivos e ativos em criptomoeda supostamente vinculados às atividades ilícitas. No âmbito de uma investigação conjunta com o Europol, as autoridades também identificaram o suposto organizador do grupo, um cidadão russo, que foi incluído em uma lista internacional de procurados via Interpol a pedido do BKA e da unidade ZIT em Frankfurt.

Relações e atribuições

Parceiros estrangeiros informaram que o indivíduo apontado como organizador pode possuir ligações com a conhecida operação de ransomware Conti. As agências envolvidas descrevem o grupo como um dos mais perigosos dos últimos anos, por causa do impacto econômico e do alvo — empresas, instituições e órgãos governamentais em países economicamente desenvolvidos.

Repercussão e cooperação internacional

O caso ressalta a amplitude da cooperação entre Ucrânia, Alemanha, Suíça, Países Baixos e Reino Unido para rastrear, atribuir e desarticular operações transnacionais de ransomware. A divulgação pública, conforme a matéria, visa não apenas informar sobre as prisões e apreensões, mas também demonstrar resultados de coordenação entre forças policiais e unidades cibernéticas europeias.

Limitações e informações pendentes

A matéria não divulga nomes dos alvos específicos atacados pelo grupo, nem fornece prova técnica pública detalhada sobre as ferramentas e amostras de malware ou ransomware usados na campanha. Também não há, no texto fonte, posicionamento formal das supostas vítimas ou detalhes sobre eventuais recuperações de dados.

Fonte: Cyber Security News (reportagem publicada em 19/01/2026)

Baseado em publicação original de Cyber Security News
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.