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Campanha PrintMiner: CoinMiner se espalha por USB na Coreia do Sul

Campanha identificada pela ASEC espalha CoinMiner via USB na Coreia do Sul. A cadeia usa atalhos "USB Drive.lnk", scripts VBS/BAT que instalam um dropper (printui.dll) carregado por printui.exe, persiste via DcomLaunch e executa XMRig apontado a r2.hashpoolpx[.]net:443.

Introdução

Pesquisadores da ASEC (AhnLab) documentaram uma campanha que propaga um minerador de criptomoedas via drives USB, visando estações de trabalho na Coreia do Sul e instalando XMRig para minerar Monero.

Descoberta e escopo / O que mudou agora

A campanha usa drives USB infectados contendo uma pasta oculta chamada sysvolume e um atalho visível nomeado "USB Drive.lnk". Ao executar o atalho, usuários acreditam abrir seus arquivos, mas acionam um VBS com nome gerado aleatoriamente (por exemplo u566387.vbs) que inicia a cadeia de infecção.

Vetor e exploração / Mitigações

A cadeia envolve VBS que chama scripts BAT; o BAT copia um dropper renomeado como printui.dll e o carrega via o executável legítimo printui.exe. O componente de dropper registra a DLL com o serviço DcomLaunch para persistência e ajusta configurações de energia para evitar que a máquina entre em repouso, mantendo assim a mineração ativa.

Além disso, os scripts adicionam caminhos de exclusão ao Windows Defender e criam uma pasta com um espaço em seu nome em C:\Windows \System32\ (observação: contém o espaço) como parte das táticas de evasão.

Impacto e alcance / Setores afetados

Os arquivos de payload finalmente extraem e executam o XMRig com parâmetros específicos, por exemplo:

-o r2.hashpoolpx[.]net:443 --tls --max-cpu-usage=50

O minerador também monitora processos em execução e encerra XMRig quando deteta jogos ou ferramentas de monitoramento de processos (Process Explorer, Task Manager, System Informer), reduzindo sinais de anomalia perceptíveis pelos usuários.

Limites das informações / O que falta saber

A ASEC documentou o fluxo técnico e a configuração do pool de mineração, mas o relatório não fornece um número agregado de máquinas afetadas nem evidências de campanhas direcionadas a empresas específicas. Mandiant já categorizou famílias relacionadas como DIRTYBULK e CUTFAIL em análises anteriores, indicando evolução nas técnicas.

Repercussão / Próximos passos

  • Bloquear execução automática de atalho/lnk vindos de mídias removíveis e inspecionar userData em drives USB;
  • Monitorar criação de DLLs carregadas por executáveis do sistema (ex.: printui.exe) e anomalias em serviços como DcomLaunch;
  • Auditar exclusões do Windows Defender e monitorar conexões TLS para pools de mineração suspeitos.

Fontes: relatório técnico da ASEC (AhnLab) e resumo publicado por Cyber Security News.


Baseado em publicação original de Cyber Security News / ASEC (AhnLab)
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.