Relatório da Reflectiz, divulgado via Cyber Security News, mostra aumento relevante na exposição cliente‑side: 64% das aplicações de terceiros analisadas acessam dados sensíveis sem justificativa de negócio. O estudo analisou 4.700 sites de grande porte.
Metodologia e principais números
O levantamento cobriu 4.700 websites e identificou que 64% das aplicações de terceiros que têm acesso a dados sensíveis não possuem justificativa legítima, um salto em relação aos 51% do ano anterior. Entre achados adicionais estão:
- 47% das aplicações presentes em frames de pagamento (ambientes de checkout) eram consideradas injustificadas;
- atividade maliciosa observada em sites governamentais subiu de 2% para 12,9%;
- 1 em cada 7 sites do setor de educação mostrou sinais de compromisso ativo.
Ferramentas e vetores apontados
O relatório lista ferramentas amplamente utilizadas que aparecem como vetores de exposição: Google Tag Manager (8%), Shopify (5%) e Facebook Pixel (4%). Segundo Simon Arazi, VP de produto da Reflectiz, “organizações estão concedendo acesso a dados sensíveis por padrão em vez de por exceção”.
Riscos para setores críticos
A pesquisa chama atenção para a escalada de risco em sites públicos e governamentais, citando restrições orçamentárias e falta de pessoal como obstáculos à mitigação. Para equipes de segurança, o estudo destaca que ambientes comprometidos conectam-se a muito mais domínios externos e carregam mais trackers, aumentando a superfície de ataque e a probabilidade de exfiltração.
Controles recomendados
Embora o sumário divulgado não substitua a leitura do relatório integral, a publicação traz recomendações de governança e controles técnicos, incluindo:
- auditoria contínua de terceiros e escopo de permissões;
- segregação rigorosa para recursos em checkout e frames sensíveis;
- priorização de bloqueio ou remoção de scripts injustificados em ambientes de pagamento.
O que falta
O resumo não especifica um conjunto fechado de IOCs aplicáveis a todas as instâncias nem divulga as listas completas de domínios maliciosos. O estudo completo (43 páginas) está disponível para download e traz a lista detalhada de aplicações de alto risco e indicadores técnicos.
Fonte: Cyber Security News (divulgação do estudo da Reflectiz via CyberNewsWire).