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Tor adota Galois Onion (CGO) para reforçar criptografia de relays

O Tor Project substituiu o algoritmo de relays 'tor1' por Counter Galois Onion (CGO), um desenho que introduz wide‑block, encadeamento de tags e atualização irreversível de chaves para mitigar tagging attacks e melhorar forward secrecy; CGO já foi implementado em Arti e em C para compatibilidade com relays.

O Tor Project anunciou a substituição do algoritmo de criptografia de relays legado (tor1) pelo novo Counter Galois Onion (CGO), projetado para mitigar ataques ativos e melhorar secrecy-forward em circuitos onion.

Descoberta e panorama

O Tor Project publicou um redesign criptográfico da camada de encriptação usada entre relays, substituindo o mecanismo denominado "tor1" por Counter Galois Onion (CGO). A mudança responde a vulnerabilidades de longa data do desenho anterior, identificadas por pesquisadores e pela própria equipe do Tor.

O que mudou agora

CGO altera a construção de cifras utilizadas nas células onion: adota uma construção de wide-block e encadeamento de tags de autenticação entre células, fazendo com que qualquer modificação em uma célula torne toda a mensagem irrecuperável. O projeto também introduz um mecanismo de atualização de chaves (Update) que transforma chaves de forma irreversível após cada célula, oferecendo forward secrecy imediata.

Abordagem técnica

Segundo a documentação disponibilizada pelo Tor Project e pelos autores do desenho (Jean Paul Degabriele, Alessandro Melloni, Jean‑Pierre Münch e Martijn Stam), CGO implementa um Rugged Pseudorandom Permutation (RPRP) baseado em UIV+ que permite resistência a tagging em uma única passagem, reduzindo o custo computacional comparado a Strong Pseudorandom Permutations de duas passagens.

Vulnerabilidades do tor1 tratadas

  • Tagging attacks: tor1 usava AES‑128‑CTR sem autenticação hop‑by‑hop, o que criava ciphertexts maleáveis que podem ser modificados por um adversário ativo.
  • Canal interno ("Internal Covert Channel"): controle de pontos extremos do circuito permitia injetar identificadores que permaneciam ao longo do caminho, possibilitando deanonymization antes do tráfego de aplicação.
  • Forward secrecy limitada: chaves persistiam durante a vida do circuito; chaves comprometidas permitem descriptografar tráfego histórico.
  • Digest de autenticação curto e uso de SHA‑1: tor1 empregava um digest de 4 bytes e SHA‑1, pontos já reconhecidos como fracos.

Impacto e alcance

A adoção do CGO afeta a infraestrutura de relays do Tor e os clientes que estabelecem circuitos. O Tor Project já implementou CGO em Arti (implementação em Rust) e em C para compatibilidade com relays existentes, implicando mudanças de implementação e refatoração de componentes que assumiam detalhes da estrutura de células antiga.

Limites das informações

CGO é um desenho relativamente novo que ainda passa por escrutínio acadêmico e revisão prática. As publicações do Tor Project afirmam que as fraquezas conhecidas do tor1 são mais graves que quaisquer problemas ainda não descobertos em CGO, mas reconhecem que acompanhamento contínuo é necessário. As fontes não detalham métricas de performance em escala de rede real nem cronogramas completos de habilitação por padrão em todos os clientes/relays.

Repercussão e próximos passos

As etapas seguintes incluem habilitar CGO por padrão em Arti, suportar negociação de onion services com o novo esquema e otimizar o desempenho para CPUs modernas. A transição exige coordenação entre implementações e operadores de rede para evitar incompatibilidades.

O que operadores e equipes de segurança devem considerar

  • Monitorar anúncios oficiais do Tor Project para cronogramas de rollout e recomendações de interoperabilidade.
  • Testar cargas e latência em implementações que já suportam CGO antes de forçar migrações em produção.
  • Ficar atentos a publicações acadêmicas que revisem formalmente o desenho RPRP/UIV+ empregado pelo CGO.

Em suma, CGO representa uma mudança arquitetural significativa na segurança dos circuitos Tor, com foco em resistência a manipulação ativa e em forward secrecy; porém, sua adoção requer acompanhamento técnico e avaliação contínua pela comunidade.


Baseado em publicação original de Cyber Security News
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.