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ValleyRAT_S2: backdoor furtivo atinge organizações e coleta dados financeiros

Pesquisadores identificaram a campanha que usa ValleyRAT_S2 como backdoor de segundo estágio: entrega por DLL side‑loading, spearphishing e instaladores trojanizados; comportamento inclui roubo de credenciais, persistência por scripts watchdog e comunicação com C2 hardcoded (ex.: 27.124.3.175:14852). Dados sobre número de vítimas e presença no Brasil não foram divulgados.

Pesquisadores rastrearam uma campanha que usa o backdoor ValleyRAT_S2 como carga‑final para infiltrações prolongadas com foco em roubo de credenciais e dados financeiros. A análise técnica descreve vetores de entrega, mecanismos de persistência e comportamentos de rede identificados.

Descoberta e escopo

Relatório disponível no Cyber Security News identifica ValleyRAT_S2 como o estágio dois (second‑stage) de uma família de malware escrita em C++. A campanha investigada espalha o código através de ferramentas de produtividade em chinês falsificadas, software pirata e instaladores trojanizados que se passam por geradores de planilhas com IA.

Vetor e funcionamento

  • Entrega: DLL side‑loading (bibliotecas nomeadas como steam_api64.dll), anexos de spearphishing e canais de atualização de software abusados.
  • Atividades: descoberta de sistema, roubo de credenciais, coleta de dados financeiros, upload/download de arquivos, execução de comandos shell, injeção de payloads e captura de teclas.
  • Comando e controle: conexões para servidores hardcoded, por exemplo 27.124.3.175:14852, usando protocolo TCP customizado.

Persistência e mecanismos de resiliência

O ValleyRAT_S2 emprega uma arquitetura de persistência em múltiplas camadas, começando por staging em %TEMP% e %APPDATA% (ex.: %APPDATA%\Promotions\Temp.aps) e a criação de arquivos como %TEMP%\target.pid. Observou‑se abuso do Agendador de Tarefas do Windows via API COM e uso de chaves de execução no registro como caminhos de backup.

Watchdog e recuperação

Uma característica destacada é o uso de um script batch gerado (monitor.bat) que funciona como watchdog: lê o PID armazenado em target.pid, verifica se o processo principal está ativo e reinicia silenciosamente caso seja necessário. Trechos de script publicados ilustram o loop de verificação e reinício.

"O loop permite que ValleyRAT_S2 recupere se ferramentas de segurança ou administradores finalizarem o processo principal."

Evidências operacionais e limitações

Os pesquisadores citam processos alvos de injeção com nomes trocados por executáveis legitimamente nomeados (por exemplo Telegra.exe, WhatsApp.exe) e destacam técnicas anti‑sandbox e tratamento estruturado de exceções que reforçam furtividade. A análise indica que o estágio inicial foca em evasão, enquanto ValleyRAT_S2 fornece controle de longo prazo para exfiltração.

O relatório não informa número de vítimas, setores mais afetados ou presença específica no Brasil — esses dados não foram divulgados nas fontes consultadas.

Recomendações técnicas para defensores

Segundo a matéria, a simples finalização do processo não é suficiente. A remoção completa exige ação coordenada sobre:

  • tarefas agendadas criadas pelo malware;
  • scripts watchdog (monitor.bat, watch.vbs) e arquivos staged em %TEMP% e %APPDATA%;
  • limpeza de entradas de inicialização no registro;
  • bloqueio de domínios/IPs de C2 identificados e análise de tráfego para protocolos TCP customizados.

Implicações

O perfil do malware — capaz de roubar credenciais e dados financeiros e de persistir via mecanismos resistentes a cancelamento manual — o torna uma ameaça relevante para organizações com ativos financeiros sensíveis. Defesas recomendadas incluem EDR com detecção de injeção e persistência, regras de filtração de anexos e bloqueio de binários trojanizados, além de procedimentos de resposta que considerem a remoção de artefatos auxiliares além do processo principal.

Fonte: Cyber Security News (autor: Tushar Subhra Dutta). Informações técnicas extraídas do relatório publicado; número de incidentes e impacto geográfico não foram informados.


Baseado em publicação original de Cyber Security News
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.