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30 anos de e-commerce no Brasil: segurança digital e desafios na jornada de compra

Estudo da Visa revela que 62% dos consumidores brasileiros enfrentaram fraude no Pix. Segurança digital se torna componente essencial da experiência de compra, exigindo arquitetura proativa de proteção.

Segurança digital se torna componente essencial da experiência de compra

Trinta anos após a primeira transação de e-commerce no Brasil, a evolução da experiência de compra é evidente. O que começou como um processo lento e limitado tornou-se instantâneo, integrado e cada vez mais invisível para o consumidor. No entanto, essa mesma eficiência que impulsionou e moldou a adoção do comércio eletrônico ampliou de forma significativa a complexidade dos riscos digitais associados à jornada de pagamento.

Dados do estudo e vulnerabilidades

Dados do estudo “Panorama E-commerce 2026: O que molda a experiência de compra do consumidor brasileiro”, conduzido pela Visa Marketing Services em celebração aos 30 anos do setor, indicam que o ambiente digital brasileiro atingiu um nível relevante de maturidade, mas ainda apresenta fragilidades concentradas na etapa de pagamento. Entre consumidores que abandonam o carrinho, 58% desistem durante o pagamento, e 62% relataram ter enfrentado algum tipo de fraude ao usar o Pix, frente a 36% no cartão de crédito.

Esse padrão não é exclusivo do Brasil. Globalmente, à medida que os pagamentos se tornam mais rápidos, integrados e omnicanal, a superfície de ataque se expande. Cada transição fora do ambiente da loja, cada nova interface e cada solicitação adicional ao usuário representa um vetor potencial para engenharia social, phishing ou comprometimento de credenciais. Modelos de pagamento que exigem a saída do fluxo de compra, para outros ambientes, introduzem fricções que impactam tanto a conversão quanto a segurança.

Pós-pagamento e confiança

Outro aspecto relevante é o pós-pagamento. O estudo mostra que 61% dos consumidores relatam menor satisfação com processos de reembolso, evidenciando que a percepção de segurança não se limita à prevenção de fraudes. Ela também depende da previsibilidade, da clareza de responsabilidades e da eficiência na resolução de disputas. Em termos práticos, falhas nessa etapa tendem a corroer a confiança do consumidor mesmo quando a transação inicial ocorre sem incidentes.

Os dados também indicam uma mudança no comportamento do usuário. 87% dos entrevistados consideram atrativa a possibilidade de concluir o pagamento diretamente no ambiente da loja, e 70% aceitariam vincular seus dados bancários de forma segura para agilizar compras futuras. Esse comportamento sugere que o consumidor está disposto a aceitar modelos mais integrados, desde que perceba controles claros de segurança e governança sobre seus dados.

Arquitetura proativa de proteção

Do ponto de vista da indústria, isso significa evoluir de uma postura reativa para uma arquitetura proativa e integrada de proteção. Tecnologias como tokenização, autenticação biométrica e iniciação de pagamentos reduzem o número de etapas, mantêm o usuário dentro de ambientes confiáveis e ajudam a proteger dados sensíveis por padrão. Essa convergência entre conveniência e segurança é o caminho natural do e-commerce que se consolida no país.

A maturidade do comércio eletrônico não será medida apenas pela diversidade de meios de pagamento disponíveis, mas pela capacidade do ecossistema de reduzir riscos sem aumentar a fricção. Ao olharmos para os 30 anos do e-commerce no Brasil, fica claro que a segurança digital se tornou um componente essencial da experiência de compra. A confiança, construída por meio de práticas seguras, integração tecnológica e educação digital, é o que sustenta a continuidade do crescimento desse mercado e define os próximos passos da inovação no varejo online.


Baseado em publicação original de TI Inside
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.