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90% confiam na recuperação de dados após ataque, mas só 28% conseguem

Relatório da Veeam revela que 90% confiam na recuperação de dados após ataque, mas apenas 28% conseguem restauração completa, destacando riscos de IA e shadow IT.

Relatório de Resiliência e Confiança de Dados 2026

O Relatório de Resiliência e Confiança de Dados 2026, publicado pela Veeam Software, revela um descompasso preocupante entre a percepção das empresas sobre sua capacidade de recuperação cibernética e os resultados efetivos após incidentes. Apesar de 90% dos líderes de segurança afirmarem estar confiantes na recuperação dentro dos prazos estabelecidos, apenas 28% das organizações atingem a restauração completa dos dados após ataques de ransomware.

O estudo, baseado em entrevistas com mais de 900 executivos de TI, segurança e risco, mostra que, em média, as empresas recuperam apenas 72% dos dados comprometidos. Esse cenário evidencia desafios significativos na infraestrutura de proteção e recuperação, especialmente diante do aumento da complexidade dos ambientes digitais e da sofisticação dos ataques.

Desafios na infraestrutura de proteção

Entre as organizações afetadas por incidentes, 42% relataram impacto direto em clientes ou usuários, 41% registraram perdas financeiras e 38% enfrentaram indisponibilidade prolongada de sistemas críticos. O levantamento indica que a pressão regulatória se aproxima dos ataques cibernéticos como principal vetor de risco, sendo citada por 33% dos entrevistados.

A adoção acelerada de inteligência artificial surge como um fator adicional de exposição. Segundo o relatório, 43% das empresas reconhecem que a implementação de IA avança mais rápido do que a capacidade de proteção de dados. Além disso, 42% relatam visibilidade limitada sobre ferramentas e modelos em uso, enquanto 40% ainda não atualizaram suas políticas de segurança para lidar com riscos específicos desse cenário.

Shadow IT e ambientes multicloud

O uso de aplicações não autorizadas também aparece como preocupação: 25% das organizações apontam o chamado shadow IT como risco relevante para a governança de dados. Nesse contexto, a integração de ambientes multicloud, aplicações e serviços de terceiros amplia a necessidade de visibilidade e controle sobre os fluxos de informação.

O relatório destaca que organizações com melhores resultados em recuperação compartilham quatro práticas: visibilidade abrangente dos dados, controles de segurança efetivos, testes recorrentes de recuperação e alinhamento entre áreas executivas sobre métricas e responsabilidades.

Impacto do investimento em cibersegurança

Outro ponto relevante é o impacto do investimento em cibersegurança. Empresas que ampliaram seus orçamentos apresentaram maior adoção de recursos como armazenamento imutável e backup automatizado, além de taxas superiores de recuperação completa — 40%, frente a 16% entre aquelas que não elevaram os aportes.

Para a Veeam, o avanço da inteligência artificial amplia tanto as oportunidades quanto os riscos operacionais, exigindo evolução da infraestrutura de dados. O estudo conclui que a resiliência não pode se basear apenas em percepção: depende de conectividade robusta, governança e capacidade comprovada de restaurar dados de forma rápida e confiável em ambientes cada vez mais distribuídos.

O que os CISOs devem fazer agora

Os CISOs devem revisar imediatamente suas estratégias de backup e recuperação, garantindo que os testes de restauração sejam realizados regularmente e em ambientes que espelhem a produção. A implementação de armazenamento imutável e a adoção de políticas de segurança atualizadas para lidar com riscos de IA são passos críticos. Além disso, é essencial alinhar as expectativas de recuperação com a realidade operacional, evitando a falsa sensação de segurança que pode levar a falhas críticas durante incidentes reais.


Baseado em publicação original de TI Inside
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.