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Cibersegurança é principal risco para negócios, diz pesquisa com CEOs brasileiros

Pesquisa da EY-Parthenon revela que cibersegurança é o principal risco para CEOs brasileiros, superando tensões geopolíticas e econômicas.

Resultados da pesquisa EY-Parthenon

As ameaças à segurança cibernética e à privacidade de dados são apontadas como o principal risco para os negócios nos próximos 12 meses, sendo consideradas prioridade máxima por 26% dos CEOs brasileiros, segundo a mais recente edição do CEO Outlook, estudo global da EY-Parthenon. Em um ambiente de crescente digitalização e maior exposição a riscos tecnológicos, essa preocupação supera outras questões relevantes, como tensões geopolíticas, instabilidade e conflitos (16%), incerteza regulatória ou política (14%), interrupções no comércio e na cadeia de suprimentos (12%) e volatilidade macroeconômica, incluindo inflação, taxas de juros e desaceleração do crescimento (10%).

O acesso reduzido à capital também aparece entre os principais desafios, mencionado por 10% dos executivos. Já a escassez de talentos ou as lacunas nas competências da força de trabalho foram citadas por 6% dos respondentes. Esses dados refletem uma mudança de paradigma na gestão de riscos corporativos, onde a segurança da informação deixou de ser uma preocupação puramente técnica para se tornar uma questão estratégica de governança e continuidade dos negócios.

Comparativo com outros riscos

A priorização da cibersegurança sobre riscos geopolíticos e econômicos indica que os líderes empresariais no Brasil reconhecem a natureza onipresente das ameaças digitais. Diferentemente de riscos externos como conflitos ou inflação, que podem ser mitigados por estratégias financeiras ou diplomáticas, os riscos cibernéticos exigem investimentos contínuos em tecnologia, pessoas e processos. A pesquisa sugere que os CEOs entendem que um incidente de segurança pode ter impactos imediatos e devastadores na reputação, nas operações e na conformidade regulatória da organização.

Além disso, a crescente dependência de tecnologias digitais, incluindo inteligência artificial e computação em nuvem, amplifica a superfície de ataque. A digitalização acelerada pós-pandemia deixou muitas organizações com sistemas legados e processos não seguros, tornando-as alvos fáceis para criminosos cibernéticos. A percepção de risco elevada pelos CEOs deve impulsionar investimentos em programas de segurança mais robustos e na adoção de frameworks de governança como NIST e ISO 27001.

Investimentos em tecnologia e IA

Nesse contexto, a inteligência artificial se consolida como uma das principais frentes de investimento corporativo. 72% dos executivos consultados pretendem aumentar os recursos destinados à IA, enquanto 28% pretendem mantê-los nos mesmos níveis. No entanto, a adoção de IA traz consigo novos desafios de segurança, incluindo a proteção de modelos de aprendizado de máquina, a prevenção de ataques de envenenamento de dados e a garantia de privacidade no uso de dados sensíveis.

Os resultados já são percebidos nas funções centrais dos negócios. Operações principais ou produção, atendimento e experiência do cliente, além de estratégia e tomada de decisões, aparecem empatados como as áreas em que a tecnologia gera os impactos mais significativos, com 42% das respostas cada. Na sequência, aparecem a cadeia de suprimentos e compras (38%), inovação de produtos ou serviços e vendas e marketing (26% cada), finanças e gestão de riscos (24%) e recursos humanos e gestão da força de trabalho (22%).

Estratégias de resiliência corporativa

Apesar das incertezas do ambiente de negócios, a resposta das empresas tem sido marcada pelo fortalecimento da resiliência e das capacidades internas, em vez da adoção de medidas defensivas mais drásticas. A principal estratégia apontada pelos CEOs é o investimento em capacitação, ampliação do leque de talentos e uso de tecnologia para impulsionar a produtividade, citado por 28% dos entrevistados. Em seguida, aparecem iniciativas voltadas ao fortalecimento do balanço patrimonial por meio de refinanciamento ou captação de recursos (24%), além da realização de fusões e aquisições seletivas para gerenciar riscos e capturar oportunidades (16%).

Os resultados também indicam foco na disciplina financeira, com 12% dos executivos priorizando ações para reforçar a resiliência por meio da realocação de capital, controle de custos e preservação de caixa. Já a aceleração dos investimentos em tecnologia digital e inteligência artificial (8%) e a reestruturação das cadeias de suprimentos ou da presença operacional (8%) complementam a estratégia das organizações para navegar em um cenário de maior volatilidade. A segurança da informação deve ser integrada a essas estratégias de resiliência para garantir a sustentabilidade dos negócios a longo prazo.

Perguntas frequentes

  • Qual o principal risco para CEOs? Ameaças à segurança cibernética e privacidade de dados.
  • Como a IA impacta? 72% pretendem aumentar investimentos, mas traz novos riscos de segurança.
  • Qual a estratégia de resiliência? Investimento em capacitação e tecnologia para produtividade.

Baseado em publicação original de TI Inside
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.