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Custo médio de incidente de segurança no Brasil atinge R$ 7,19 milhões e pressiona PMEs

Custo médio de incidente de segurança no Brasil atinge R$ 7,19 milhões em 2025. Relatório da IBM e executivos da Chubb destacam pressão sobre PMEs e mudança para seguros digitais estratégicos.

O custo médio de um incidente de segurança no Brasil alcançou R$ 7,19 milhões em 2025, um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior, de acordo com o relatório Cost of a Data Breach, da IBM. O cenário de riscos relacionados à segurança da informação, segundo executivos da Chubb, pressiona PMEs a recorrerem a seguros digitais. A resposta das PMEs está mudando: em vez de tratar a proteção cibernética como uma medida reativa, cada vez mais organizações a incorporam à sua estratégia central de negócios.

Dados do relatório IBM e impacto financeiro

Uma pesquisa da PwC revela que, nos últimos três anos, um terço das empresas brasileiras registrou perdas superiores a US$ 1 milhão decorrentes de eventos cibernéticos. Com operações cada vez mais dependentes de sistemas digitais, a exposição a ameaças cibernéticas deixou de ser uma possibilidade remota para se tornar uma realidade recorrente dos negócios. A questão já não é mais se vale a pena investir em proteção, mas como transformar esse investimento em uma vantagem estratégica.

Para Luciano Santos, Vice-Presidente de Seguros Corporativos da Chubb no Brasil, o objetivo é ajudar as empresas a desenvolver uma postura mais resiliente diante dos desafios digitais. Não apenas por meio do suporte em momentos críticos, mas também oferecendo acesso a recursos e serviços que fortalecem a prevenção e a preparação ao longo do tempo. À medida que a digitalização avança, o Seguro Cyber deixa de ser visto como um último recurso.

Seguro Cibernético como ferramenta estratégica

O executivo aponta que a tecnologia, por si só, não é suficiente e que soluções especializadas do Seguro Cyber surgiram como um complemento estratégico. Elas oferecem não apenas cobertura financeira, mas também acesso a ferramentas de avaliação de riscos e mecanismos de resposta a incidentes que ajudam as empresas a se recuperar de forma mais rápida e eficiente.

A mudança de mentalidade é tão importante quanto as próprias ferramentas. A segurança digital deixou de ser apenas uma questão tecnológica — ela é um componente fundamental da continuidade dos negócios e da gestão de riscos. À medida que as empresas ampliam seu ecossistema digital, construir estruturas sólidas de proteção não é opcional, é uma exigência estratégica.

Medidas recomendadas para PMEs

Essa abordagem integrada combina prevenção, monitoramento contínuo e capacidade de resposta. Entre as medidas recomendadas estão a adoção de ferramentas de proteção atualizadas, a implementação de controles seguros de acesso e gestão de senhas, o monitoramento contínuo de vulnerabilidades e o investimento em programas de conscientização dos colaboradores.

Para executivos de segurança, a análise do custo de incidente deve considerar não apenas os custos diretos de resposta, mas também os custos indiretos de perda de produtividade, danos à reputação e multas regulatórias. A LGPD impõe sanções que podem chegar a 2% do faturamento da empresa no Brasil, limitadas a R$ 50 milhões por infração, o que torna o cálculo de risco ainda mais crítico.

Implicações para governança de risco

A incorporação da segurança cibernética à estratégia central de negócios exige uma revisão dos frameworks de governança. CISOs devem alinhar os objetivos de segurança com os objetivos de negócio, garantindo que os investimentos em tecnologia de segurança gerem valor mensurável. A adoção de seguros cibernéticos deve ser vista como parte de um programa de transferência de risco, e não como substituto para controles de segurança robustos.

O mercado de seguros digitais no Brasil está em expansão, com seguradoras exigindo maturidade em segurança para oferecer coberturas mais amplas. Isso cria um ciclo virtuoso onde a melhoria da postura de segurança permite acesso a melhores condições de seguro, reduzindo o impacto financeiro potencial de incidentes futuros.


Baseado em publicação original de TI Inside
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.