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CVE-2025-64446: CISA alerta sobre exploração ativa em FortiWeb WAF

CISA alertou sobre CVE-2025-64446, uma falha de relative path traversal no FortiWeb da Fortinet que permite execução de comandos administrativos sem autenticação. A vulnerabilidade foi adicionada ao KEV em 14/11/2025 e afeta firmwares até 7.4.7 e 7.6.5; Fortinet recomenda atualização para 7.4.8 ou 7.6.6 e isolamento onde não for possível aplicar patch.

A CISA emitiu um alerta sobre uma vulnerabilidade crítica no FortiWeb Web Application Firewall da Fortinet (rastreada como CVE-2025-64446) que está sendo explorada em ambientes reais para obter acesso administrativo em dispositivos vulneráveis.

Detalhes técnicos

O problema é descrito como uma falha de relative path traversal (CWE-23) que permite a um atacante não autenticado executar comandos administrativos arbitrários através de requisições HTTP/HTTPS especialmente forjadas. A Fortinet publicou advisory FG-IR-25-910 confirmando que múltiplas versões do FortiWeb são afetadas, incluindo firmwares até 7.4.7 e 7.6.5.

Catalogação e prazo de remediação

A vulnerabilidade foi adicionada ao Known Exploited Vulnerabilities (KEV) da CISA em 14 de novembro de 2025. O item do catálogo estabelece um prazo até 21 de novembro para que agências federais apliquem mitigação ou retirem dispositivos afetados do uso — orientação que reforça a criticidade do problema.

Riscos observados

Exploração bem-sucedida pode levar a comprometimento total do dispositivo, exfiltração de dados ou instalação de malware. Pesquisadores reportaram exploração em ambientes reais e alvos em setores como finanças e saúde, segundo as fontes. A Fortinet recomenda atualização imediata para as versões que corrigem o problema (por exemplo, 7.4.8 ou 7.6.6) e medidas adicionais como restringir acesso administrativo via segmentação de rede.

Citação e recomendações de resposta

“This path traversal bug is a classic but dangerous oversight in file handling,” disse Maria Chen, pesquisadora citada pelas fontes. “Unauthenticated access to admin functions turns a WAF meant to protect web apps into a backdoor for attackers.”

Para instâncias em nuvem, a CISA lembra a adesão à Binding Operational Directive (BOD) 22-01. Organizações que não conseguem aplicar patch de imediato devem isolar os dispositivos afetados, monitorar por padrões anômalos de tráfego HTTP e sinais de execução de comandos não autorizados, além de buscar indicadores de comprometimento divulgados por suas fontes de inteligência.

Limitações das informações

As publicações não revelam o método inicial da descoberta da falha e afirmam que, na investigação, a Fortinet não detectou vazamento de dados de clientes. Também não há nos relatos números absolutos de equipamentos afetados ou métricas amplas de impacto global.

Conclusão prática

Dada a presença de exploração ativa, a combinação de patch urgente (para 7.4.8/7.6.6), isolamento de dispositivos que não possam ser atualizados e monitoramento de rede é a abordagem indicada pelas fontes. A inclusão no KEV e o prazo definido pela CISA tornam a questão uma prioridade operacional para equipes responsáveis por FortiWeb em produção.


Baseado em publicação original de CISA
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.