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EAF estuda data center público de ia para o governo federal

EAF estuda implantação de data center público de IA para o Governo Federal, focado em soberania tecnológica e hospedagem de dados sensíveis, com apoio do regime Redata.

O Governo Federal avança na estratégia de soberania tecnológica com estudos de viabilidade para a implantação de um data center público dedicado à inteligência artificial (IA). A iniciativa, conduzida pela EAF (Entidade Administradora da Faixa), visa criar uma infraestrutura capaz de hospedar dados sensíveis e operar grandes modelos de linguagem (LLMs) sem depender exclusivamente de estruturas privadas ou localizadas fora do país.

Contexto e motivação estratégica

O projeto foi determinado pelo Gaispi (Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência), órgão da Anatel, e reflete uma preocupação crescente com a segurança nacional e a autonomia digital. A infraestrutura planejada terá foco em processamento de alto desempenho, suportando serviços digitais estratégicos e garantindo que dados governamentais críticos permaneçam sob jurisdição brasileira.

Um dos modelos considerados pela EAF é o de data center modular, baseado em contêineres. Essa arquitetura permitiria acelerar a implantação da capacidade inicial e realizar expansões escaláveis conforme o aumento da demanda do governo, oferecendo flexibilidade operacional essencial para tecnologias em rápida evolução como a IA.

Infraestrutura e requisitos técnicos

A definição da infraestrutura envolve equipamentos de alto desempenho, incluindo servidores, GPUs, sistemas de armazenamento, equipamentos de rede e soluções de cibersegurança robustas. A integração de medidas de segurança avançadas é fundamental para proteger os dados sensíveis que serão processados nessa infraestrutura pública.

O projeto também leva em conta a aprovação recente do Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento de Infraestrutura de Data Centers (Redata). O programa prevê desonerações fiscais para equipamentos e investimentos relacionados, o que pode impactar positivamente a viabilidade econômica da instalação, embora o impacto final dependa da configuração técnica definitiva.

Energia e sustentabilidade

A disponibilidade de energia é um componente central do projeto. O Redata estabelece contrapartidas relacionadas à utilização de energia proveniente de fontes renováveis ou de baixa emissão de carbono. Para o data center em estudo, a alternativa considerada é o fornecimento por meio do Ambiente de Contratação Livre (ACL), com conexão de usinas de geração renovável ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Data centers voltados à IA demandam elevada capacidade energética para alimentar os sistemas de processamento intensivo. A proximidade de subestações elétricas e redes de fibra óptica será decisiva na escolha do local, combinando disponibilidade de energia limpa, conectividade de alta velocidade e possibilidade de expansão futura.

Implicações regulatórias e governança

A decisão final sobre a implantação caberá à Anatel e ao Ministério das Comunicações, após a conclusão dos estudos de viabilidade pela EAF. O Gaispi, colegiado que reúne representantes das operadoras de telecomunicações, setores de radiodifusão e o Ministério das Comunicações, acompanha a execução dessa política pública.

Este movimento posiciona o Brasil na vanguarda da busca por soberania digital na era da IA, buscando equilibrar inovação tecnológica com controle estatal sobre infraestruturas críticas e dados sensíveis.

O que fazer agora

Para CISOs e gestores públicos, este anúncio sinaliza a necessidade de monitorar a evolução do projeto e preparar-se para possíveis padrões de interoperabilidade e segurança que poderão ser estabelecidos para infraestruturas públicas de IA. A tendência é que normas rigorosas de proteção de dados e cibersegurança sejam aplicadas a esses ambientes, influenciando práticas do setor privado que buscam integrar-se a ecossistemas governamentais.


Baseado em publicação original de TI Inside
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.