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Extensão maliciosa 'Crypto Copilot' injetava taxa oculta e exfiltrava chaves públicas

Pesquisadores da Socket.dev identificaram que a extensão Chrome 'Crypto Copilot' injetava instruções que desviavam pelo menos 0.0013 SOL (ou 0.05% da negociação) para um endereço atacante e exfiltrava chaves públicas para um backend controlado, conforme reportado por Cyber Security News.

Pesquisadores identificaram uma extensão para Chrome que oferecia funcionalidades para traders Solana, mas injetava instruções maliciosas em swaps on‑chain para desviar valores e também exfiltrava identificadores de carteiras.

Descoberta e escopo

Analistas da Socket.dev analisaram o código da extensão denominada Crypto Copilot e documentaram dois vetores principais de risco: (1) injeção silenciosa de uma transferência SOL adicional em swaps, direcionando fundos para um endereço controlado pelo atacante; e (2) exfiltração de chaves públicas de carteiras conectadas a um backend controlado pela extensão. A cobertura inicial foi publicada por Cyber Security News com base no relatório da Socket.dev.

Abordagem técnica e vetor de exploração

Segundo os pesquisadores, a extensão constrói a instrução legítima de swap (por exemplo, via Raydium) e, sem o conhecimento do usuário, anexa uma segunda instrução contendo um comando SystemProgram.transfer que envia pelo menos 0.0013 SOL ou 0.05% do valor da negociação para o endereço atacante Bjeida13AjgPaUEU9xrh1iQMwxZC7QDdvSfg730xQff7. Como muitas interfaces de carteiras mostram apenas um resumo do pacote de instruções, usuários assinavam transações que executavam ambas as operações on‑chain.

Coleta de dados e credenciais embutidas

Além do roubo de valores, a extensão enviava as chaves públicas das carteiras conectadas para um endpoint em crypto.copilot-dashboard.vercel.app/api/users, violando a privacidade dos usuários. Os pesquisadores também encontraram credenciais da API Helius embutidas no código, o que aumenta o risco de exposição de infraestrutura associada.

Implementação e camuflagem

O código malicioso foi localizado no arquivo assets/popup.js e estava fortemente ofuscado para dificultar a detecção automática. A extensão permaneceu listada no Chrome Web Store desde sua publicação (relatada originalmente em 18 de junho de 2024), sem alertas visíveis aos potenciais usuários, segundo o relatório.

Impacto e quem foi afetado

As reportagens indicam que centenas de traders podem ter sido prejudicados ao usar a extensão sob a aparência de ferramentas legítimas que integram Phantom, Solflare e serviços como DexScreener e Raydium. As fontes não fornecem uma contagem auditada de vítimas nem estimativa monetária consolidada das perdas.

Mitigações e recomendações

  • Remover imediatamente extensões de origem duvidosa e revisar permissões concedidas às extensões do navegador;
  • Verificar transações on‑chain diretamente na carteira e preferir interfaces que exibam instruções detalhadas antes da assinatura;
  • Usar carteiras com opções de hardware ou com visualização detalhada de instruções quando disponível;
  • Auditar e revogar credenciais (por exemplo, API keys) expostas em aplicações e infraestruturas associadas.

Limites das informações

As matérias e o relatório técnico documentam os mecanismos de roubo e exfiltração, mas não oferecem uma lista pública completa de vítimas, valores desviados ou se a extensão ainda está disponível no momento desta publicação. As fontes deixam claro onde localizaram o código malicioso (assets/popup.js) e o endpoint de exfiltração, mas não descrevem ações tomadas pelo Chrome Web Store ou por provedores de carteira.

Conclusão

O caso ressalta riscos inerentes a extensões de navegador que integram carteiras e constroem transações on‑chain: a simples apresentação de uma interface confiável não elimina a possibilidade de instruções adicionais serem anexadas ao pacote assinado. A descoberta foi reportada por Socket.dev e divulgada por Cyber Security News.


Baseado em publicação original de Socket.dev
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.