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Hackers usam arquivos ZIP de phishing para implantar PXA Stealer contra instituições financeiras

Ataques com arquivos ZIP de phishing implantam PXA Stealer contra instituições financeiras. Malware rouba credenciais e dados de carteiras via Telegram, exigindo monitoramento rigoroso.

Uma nova onda de ciberataques está colocando as instituições financeiras em alerta máximo, conforme os atores maliciosos intensificam o uso do PXA Stealer — um malware poderoso de roubo de informações — contra organizações em todo o mundo. O aumento da atividade segue o desmantelamento bem-sucedido por autoridades de operações de infostealers maiores, incluindo Lumma, Rhadamanthys e RedLine, ao longo de 2025.

O surgimento do PXA Stealer

Com as plataformas anteriores eliminadas, o PXA Stealer moveu-se para preencher a lacuna no mercado de malware. Pesquisadores estimam que sua atividade cresceu entre 8% e 10% durante o primeiro trimestre de 2026. A campanha é caracterizada por um foco deliberado em instituições financeiras globais, visando credenciais bancárias e dados de carteiras de criptomoedas.

Vetor de ataque e engenharia social

Essas campanhas utilizam e-mails de phishing com URLs maliciosas que direcionam as vítimas a baixar arquivos ZIP embalados com malware oculto. Os atacantes empregam uma ampla gama de documentos isca para atrair alvos, desde currículos falsos e instaladores do Adobe Photoshop até formulários fiscais e documentos legais. Essa variedade garante que a ameaça possa atingir funcionários de muitos departamentos em uma organização financeira, dificultando a defesa com filtros de e-mail genéricos.

Análise da cadeia de infecção

O ataque começa quando uma vítima é enganada ao baixar um arquivo ZIP chamado Pumaproject.zip do domínio downloadtheproject[.]xyz. O arquivo contém um documento chamado Document.docx.exe, projetado para parecer um documento do Word inofensivo. Quando a vítima o executa, o malware entra em ação, extraindo um interpretador Python, várias bibliotecas e scripts maliciosos, enquanto cria uma pasta oculta chamada "Dots" para armazenar os componentes restantes do ataque.

Técnicas de ofuscação e persistência

Dentro da pasta "Dots", os atacantes armazenam um binário legítimo do WinRar renomeado como picture.png, juntamente com um arquivo criptografado disfarçado de Shodan.pdf. A ferramenta do Windows certutil decodifica este arquivo, após o qual o binário WinRar descompacta o arquivo usando a senha shodan2201. O interpretador Python é renomeado para svchost.exe para passar como um processo Windows confiável.

Exfiltração de dados via Telegram

O PXA Stealer é construído para coletar silenciosamente credenciais de navegador, senhas salvas e dados de carteiras de criptografia das máquinas infectadas. Após colher essas informações, ele envia tudo para o atacante através de canais do Telegram, o que ajuda o tráfego de saída a evitar escrutínio. O malware também escreve uma entrada de registro para garantir que continue em execução mesmo após a reinicialização da máquina, dando aos atacantes acesso de longo prazo ao sistema comprometido.

Indicadores de comprometimento (IOCs)

Os analistas identificaram um cluster de campanha ligado a um identificador de bot rotulado como "Verymuchxbot". Os IOCs incluem o domínio downloadtheproject[.]xyz, o arquivo Pumaproject.zip, e o caminho de persistência C:\Users\Public\WindowsSecure. O tráfego de saída é direcionado para canais do Telegram, o que deve ser monitorado por equipes de segurança.

Medidas de mitigação recomendadas

As equipes de segurança devem monitorar e-mails para URLs suspeitas e anexos ZIP ou RAR, especialmente aqueles com nomes de arquivos sugerindo faturas, contas ou conteúdo relacionado ao trabalho. Conexões de saída para domínios de nível superior como .xyz, .shop, .info e .net devem ser bloqueadas, com o contexto do arquivo de origem sempre revisado. O tráfego direcionado para aplicativos de mensagens de terceiros como o Telegram deve ser auditado quanto a movimentação não autorizada de dados.

O que os CISOs devem fazer imediatamente

Alertas de EDR para injeção de processo devem ser tratados com urgência. Os feeds de CTI (Inteligência de Ameaças Cibernéticas) e consultas de caça a ameaças devem ser mantidos atualizados para detectar ameaças emergentes de infostealers antes que causem danos. A revisão de políticas de uso de USB e a restrição de execução de scripts não assinados são medidas adicionais para reduzir a superfície de ataque.

Perguntas frequentes

Qual é o principal alvo do PXA Stealer? Instituições financeiras globais, visando credenciais bancárias e dados de criptomoedas.

Como o malware se disfarça? Renomeia o interpretador Python para svchost.exe e usa arquivos de imagem falsos para esconder componentes maliciosos.

Qual é o canal de exfiltração? Canais do Telegram controlados pelos atacantes, escolhidos para evitar detecção por filtros de rede tradicionais.


Baseado em publicação original de Cyber Security News
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.