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Chinês é condenado a 46 meses por lavar US$36,9 mi de golpes em cripto

Jingliang Su foi condenado a 46 meses e multado em US$26,9 mi por seu papel em uma operação que fraudou 174 investidores americanos e lavou US$36,9 mi através de contas de fachada, conversão em Tether (USDT) e transferência para carteiras no Camboja; investigação envolveu DOJ, U.S. Secret Service, HSI e CBP.

Chinês é condenado a 46 meses por lavar US$36,9 mi de golpes em cripto

Um cidadão chinês, identificado como Jingliang Su, foi sentenciado a 46 meses de prisão por participar de uma operação internacional que fraudou investidores americanos e lavou cerca de US$36,9 milhões em ativos digitais, segundo noticiou o Cyber Security News nesta quarta.

Resumo do caso

A publicação informa que o veredicto foi proferido em 27 de janeiro de 2026: o réu deverá cumprir 46 meses de prisão e pagar US$26,9 milhões em restituição às vítimas. O esquema atingiu 174 investidores nos Estados Unidos, que perderam combinadamente US$36,9 milhões em investimentos fraudulentos em ativos digitais.

Como o esquema operava

De acordo com o relato, os criminosos usaram mídias sociais, chamadas telefônicas, mensagens e serviços de encontros online para construir confiança com as vítimas e direcioná‑las a sites falsos que simulavam plataformas legítimas de negociação de criptoativos. Após o envio de fundos para contas de empresas de fachada, os criminosos concentraram cerca de US$36,9 milhões em uma conta no Deltec Bank, nas Bahamas.

Conversão para stablecoin e movimentação internacional

A reportagem descreve que o grupo converteu os fundos para Tether (USDT) — movimento que facilitou a transferência rápida através de fronteiras e complicou o rastreamento bancário tradicional. Parte dos recursos foi então enviada para carteiras digitais controladas em Camboja, segundo o texto, onde líderes regionais distribuíam os recursos pelo Sudeste Asiático.

Processo e cooperação entre agências

O Cyber Security News cita o Office of Public Affairs do Departamento de Justiça dos EUA e menciona a atuação conjunta de agências como U.S. Secret Service, Homeland Security Investigations e Customs and Border Protection no desmantelamento da rede. Su havia feito uma confissão de culpa (guilty plea) em junho de 2025 por operar um negócio de transmissão de dinheiro sem licença.

Co‑conspiradores e penas

Além de Su, oito co‑conspiradores já se declararam culpados e receberam sentenças que variam entre 36 e 51 meses, segundo a matéria. O relatório não lista nomes adicionais dos co‑conspiradores nem detalha se os ativos recuperados foram integralmente restituídos às vítimas.

Limitações das informações públicas

A reportagem não detalha a extensão das ações para recuperar criptomoedas após a conversão para USDT, nem apresenta laudos forenses sobre a identidade dos destinatários finais em Camboja. Também não há menção explícita a processos civis paralelos contra instituições financeiras envolvidas em recepção de fundos.

Implicações práticas

Para equipes de compliance e segurança das instituições financeiras e corretoras de criptoativos, o caso reforça a necessidade de monitoramento ampliado de fluxos entre contas de fachada e conversion points para stablecoins. Para investidores, o episódio sublinha riscos de engenharia social e sites fraudulentos que mimetizam plataformas legítimas.

Conclusão

A condenação de Jingliang Su representa um resultado de investigação transnacional contra esquemas que exploram infraestrutura de ativos digitais e serviços bancários offshore. Fontes oficiais citadas na matéria (DOJ e agências de investigação) confirmam cooperação interagências, mas detalhes sobre recuperação de ativos e participação de terceiros permanecem pouco claros no material público citado.


Baseado em publicação original de Cyber Security News
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.