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KongTuke usa registros DNS TXT para 'staging' de payloads em ClickFix

Unit 42 observou que o grupo KongTuke passou a usar registros DNS TXT como mecanismo de staging no esquema ClickFix: o snippet executado pelo usuário consulta TXT records para obter o comando que dispara um PowerShell malicioso. A técnica dificulta detecção por ferramentas que não inspecionam DNS ou correlacionam logs de execução.

Pesquisadores da Unit 42 identificaram uma evolução técnica no esquema ClickFix do grupo KongTuke: em vez de buscar o próximo estágio por HTTP, o script inicial consulta registros DNS TXT para obter instruções e comandos que disparam um PowerShell malicioso.

Como funciona a técnica

O ClickFix tradicional instrui usuários a colar e executar um snippet (self‑infection). A novidade é que o snippet agora realiza uma consulta DNS TXT a um domínio controlado pelos atacantes e extrai o comando de estágio a partir do texto retornado — que, depois, é executado em memória via PowerShell.

Vantagens para o atacante

  • DNS é frequentemente liberado sem inspeção profunda; assim, o tráfego malicioso se mistura ao ruído normal de resolução de nomes.
  • Evita chamadas HTTP/HTTPS diretas para servidores maliciosos que poderiam ser bloqueados ou analisados por proxies/IPS.
  • Facilita recuperação de estágios dinâmicos e reduz sinais em logs de rede tradicionais.

Impacto operacional

O objetivo final reportado continua sendo a implantação de trojans como Interlock ou outras cargas persistentes. A técnica aumenta a dificuldade de detecção por ferramentas que não analisam DNS em profundidade ou que não correlacionam consultas TXT com execução local de comandos.

Mitigações recomendadas

  • Inspecionar e registrar consultas DNS TXT e correlacioná‑las com execuções de PowerShell nos endpoints.
  • Bloquear domínios recém‑registrados e suspeitos, e implementar listas brancas DNS quando apropriado.
  • Habilitar Script Block Logging do PowerShell e alertas para execuções que performam consultas DNS incomuns antes de baixar código.
  • Educar usuários para nunca colar/colar‑e executar scripts instruídos por páginas web (ClickFix), e promover canais oficiais para correção de erros de site.

O que falta nos dados públicos

O briefing público da Unit 42 confirma o uso de TXT records para staging, mas não lista domínios específicos usados na campanha nem estatísticas de sucesso. Essas informações são essenciais para bloqueios mais cirúrgicos e para avaliar o risco em ambientes corporativos.


Baseado em publicação original de Cyber Security News
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.