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Hackers norte‑coreanos roubam US$2,02 bi em criptomoedas em 2025

Relatórios com base em Chainalysis atribuem a grupos norte‑coreanos o furto de US$2,02 bilhões em criptomoedas em 2025 — aumento de 51% sobre 2024. Estratégias incluem infiltração de trabalhadores e esquemas de recrutamento falso; Bybit perdeu ~US$1,5 bi em fevereiro.

Resumo executivo

Relatórios baseados em análise da Chainalysis, reproduzidos por veículos de segurança, atribuem a grupos norte‑coreanos o furto de US$2,02 bilhões em criptomoedas ao longo de 2025 — um incremento de cerca de 51% em relação a 2024. As operações concentraram grandes golpes (ex.: ataque a Bybit em fevereiro de 2025) e mudanças operacionais para maximizar valores subtraídos por incidente.

Escopo e magnitude

Segundo a publicação, o total de US$2,02 bilhões representa a maior quantia anual atribuída a operadores ligados à Coreia do Norte desde 2016, elevando o total acumulado a cerca de US$6,75 bilhões. A indústria de criptomoedas registrou mais de US$3,4 bilhões em roubos em 2025, dos quais as operações norte‑coreanas representaram aproximadamente 76% das comprometimentos de serviços.

Táticas e padrões observados

A Chainalysis identifica duas estratégias principais utilizadas pelos atacantes:

  • Inserção de agentes internos: atores tentam colocar ou explorar funcionários internos em exchanges, custodians e empresas web3 para obter acesso confiável a sistemas críticos.
  • Esquemas de recrutamento falso: além de candidatar‑se a vagas, os atacantes passaram a se passar por recrutadores e representantes de grandes empresas de web3 e IA. Em entrevistas e processos de seleção forjados, extraem credenciais, código‑fonte e acesso VPN dos candidatos e das vítimas.

Em níveis mais altos, os grupos também se apresentam como investidores estratégicos ou compradores em potencial para colher informações sensíveis em reuniões de pitch e due diligence falsa.

Episódios de destaque

O relatório destaca que o ataque a Bybit em fevereiro de 2025 foi responsável por cerca de US$1,5 bilhão do total anual — um dos maiores roubos únicos na história do setor. Os dados mostram uma mudança de modus operandi: em vez de multiplicidade de ataques menores, há menos incidentes, porém de maior impacto financeiro.

Padrões de lavagem e janela temporal

Chainalysis observa um ciclo de lavagem com três fases distribuídas em ~45 dias:

  • Primeiros 5 dias — movimentação rápida via protocolos DeFi (aumento de ~370% na atividade) e mixers (saltos na ordem de 135%).
  • Dias 6–10 — transição via exchanges com verificações limitadas e uso de pontes cross‑chain; centralizadas recebem mais fundos nesta fase.
  • Dias 20–45 — conversão para moeda fiat, com preferência por exchanges sem KYC e serviços de garantia em língua chinesa (aumento expressivo na atividade nessas rotas).

Os atacantes costumam fragmentar saques, mantendo ~60% das transferências abaixo de US$500 mil para reduzir detecção, enquanto outros grupos preferem transferências muito maiores.

Implicações e oportunidades de detecção

Chainalysis aponta padrões repetitivos que podem ser monitorados por equipes de investigação: janelas temporais de movimentação, preferência por serviços de mistura e por gateways regionais/linguísticos específicos, e o uso de fragmentação de transações para tentar evitar gatilhos de monitoramento. Esses sinais permitem ações proativas em exchanges e serviços financieros para mitigar cash‑out.

O que o setor sabe e limites da fonte

A matéria reproduz achados da Chainalysis e inclui números agregados; a análise identifica rotas de lavagem preferidas e técnicas operacionais observadas em 2025. Dados detalhados de transações e listas de endereços associados não foram integralmente reproduzidos no resumo editorial — equipes de response devem consultar o relatório técnico da Chainalysis para IoCs e fluxos transacionais específicos.

Relevância para CISOs e equipes antifraude

Para provedores de exchange, custodians e equipes de segurança web3, os pontos críticos são: reforçar controles de recrutamento e verificação de identidade para processos de contratação (mitigando ataques de engenharia social direcionados), ampliar monitoramento de saques fracionados e padrões de ponte cross‑chain, e cooperar com ferramentas de análise on‑chain para bloquear rotas conhecidas de lavagem e serviços de mistura identificados.


Baseado em publicação original de Cyber Security News
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.