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Seguradoras passam a oferecer cobertura para erros de inteligência artificial

Seguradoras passam a oferecer cobertura para erros de inteligência artificial, com mercado global projetado para movimentar US$ 4,8 bilhões até 2032.

Setor de seguros adapta apólices para riscos de IA e alucinações

Apesar da crescente autonomia e capacidade da inteligência artificial, a tecnologia ainda está sujeita a erros. Por isso, empresas do setor de seguros começaram a incorporar a IA em suas coberturas. Segundo reportagem da agência France Press divulgada nesta segunda-feira (16), seguradoras como a Chubb têm solicitado a reguladores dos Estados Unidos autorização para excluir formalmente responsabilidades ligadas à IA de seus contratos.

Tradicionalmente, seguros são desenhados para cobrir falhas humanas — não decisões tomadas por máquinas. Por isso, empresas que desenvolvem ou utilizam sistemas mais autônomos têm buscado coberturas adicionais.

Seguro de erros e omissões (E&O)

Um dos principais produtos é o seguro de erros e omissões (E&O), comum em serviços profissionais, mas agora adaptado para incluir falhas de inteligência artificial. Esse tipo de apólice pode cobrir situações como:

  • decisões erradas tomadas por sistemas automatizados
  • prejuízos financeiros causados por “alucinações”
  • danos no mundo real, como compras excessivas feitas por um agente virtual

Avaliação de risco e exclusões

Antes de conceder cobertura, seguradoras avaliam detalhadamente os sistemas de IA. A Armilla, por exemplo, realiza testes para identificar vulnerabilidades dos modelos e analisa a gestão de riscos da empresa, além da adesão a normas nacionais e internacionais.

Mesmo assim, algumas áreas ficam de fora. A seguradora não cobre aplicações relacionadas a diagnósticos médicos ou saúde mental. Já a Munich Re exclui falhas decorrentes de condições excepcionais de mercado, como variações atípicas na avaliação de ativos financeiros ou obras de arte.

Mercado em expansão

Atualmente, os principais clientes desse tipo de seguro são empresas de tecnologia e companhias de setores como agricultura, indústria e energia — tanto desenvolvedoras quanto usuárias de IA. Para Michael von Gablenz, da Munich Re, o potencial do mercado é comparável ao da cibersegurança — ou até maior.

De acordo com a consultoria Deloitte, o mercado global de seguros para IA pode movimentar até US$ 4,8 bilhões (cerca de R$ 25 bilhões) até 2032.


Baseado em publicação original de G1
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.