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Indenizações do Seguro Cibernético crescem 253% e sinalizam aumento de riscos digitais

Indenizações de seguro cibernético crescem 253% no Brasil. Susep lança manual e CNseg expande plataforma de compartilhamento de incidentes.

O mercado de seguro cibernético no Brasil enfrenta uma aceleração sem precedentes nas indenizações pagas pelas seguradoras. Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) revelam que, entre janeiro e abril de 2026, as seguradoras desembolsaram quase R$ 30 milhões em indenizações, um aumento de 253,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse crescimento reflete a intensificação dos ataques cibernéticos e o impacto financeiro direto sobre as empresas de diferentes portes.

Análise do cenário de riscos e indenizações

O aumento expressivo nas indenizações indica que os ataques cibernéticos estão produzindo impactos financeiros mais frequentes e severos. As apólices de seguro cibernético, que anteriormente eram vistas como um luxo para grandes corporações, tornaram-se uma camada essencial de gestão de riscos para empresas de médio e pequeno porte. A cobertura pode incluir investigação forense, recuperação de sistemas, gerenciamento de crises, comunicação com clientes e autoridades, despesas jurídicas e perdas decorrentes da interrupção das operações.

Simultaneamente, a arrecadação da modalidade cresceu 71,1%, alcançando R$ 134,6 milhões em prêmios. Isso demonstra uma demanda crescente por proteção financeira contra incidentes digitais, impulsionada pela percepção de risco e pela necessidade de resiliência operacional. O mercado está respondendo à realidade de que a prevenção tecnológica, embora crucial, não é suficiente para eliminar todos os riscos.

Novo Manual de Orientações da Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou um novo Manual de Orientações sobre Segurança Cibernética, estabelecendo requisitos mínimos de segurança para seguradoras e resseguradoras. Embora tenha caráter orientativo, o documento reforça que a cibersegurança passou a integrar a estratégia de gestão de riscos das companhias, deixando de ser tratada apenas como uma obrigação regulatória.

O manual busca aproximar a regulação das boas práticas adotadas pelo próprio mercado, incentivando a adoção de controles robustos e a avaliação contínua de riscos. Para as empresas contratantes, isso significa que as seguradoras estarão mais exigentes na análise de perfil de risco, exigindo evidências de maturidade em segurança da informação antes de aprovar apólices ou definir prêmios.

Plataforma de Compartilhamento de Incidentes (CIC)

Para acelerar a resposta a novas ameaças, a CNseg estruturou a plataforma de Compartilhamento de Incidentes Cibernéticos (CIC). Em 2025, o CIC registrou 527 alertas relacionados a incidentes cibernéticos, e apenas no primeiro trimestre de 2026, outros 123 eventos foram compartilhados. Essa rede de inteligência permite que as seguradoras alertem rapidamente as demais participantes sobre novas ameaças, vulnerabilidades e campanhas de phishing.

A centralização dessas informações reduz custos operacionais e permite a adoção antecipada de medidas de contenção, como o isolamento de sistemas comprometidos e a aplicação de correções. O compartilhamento estruturado de inteligência passa a fazer parte da rotina operacional das seguradoras, fortalecendo a resiliência do ecossistema financeiro e corporativo.

O que os CISOs devem fazer agora

Diante desse cenário, os líderes de segurança devem revisar suas estratégias de gestão de riscos. O seguro cibernético não substitui os investimentos em segurança digital, mas funciona como uma camada complementar dentro de uma estratégia mais ampla. É fundamental integrar prevenção tecnológica, capacidade de resposta e proteção financeira.

As organizações devem documentar seus controles de segurança para atender aos requisitos das seguradoras e garantir a cobertura adequada. Além disso, a participação em comunidades de compartilhamento de inteligência, como o CIC, pode fornecer insights valiosos sobre ameaças emergentes e melhores práticas de defesa.

Perguntas frequentes

  • O seguro cibernético cobre ransomware? Sim, dependendo da apólice, a cobertura pode incluir custos relacionados a ataques de ransomware e extorsão digital.
  • Qual o impacto do aumento das indenizações? Indica maior exposição das empresas aos riscos digitais e necessidade de revisão de estratégias de proteção.
  • O manual da Susep é obrigatório? Tem caráter orientativo, mas reforça a integração da cibersegurança na gestão de riscos das companhias.

Baseado em publicação original de TI Inside
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.