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Telecom registra alta exposição a ciberameaças, aponta relatório da Kaspersky

Relatório da Kaspersky revela alta exposição a ciberameaças no setor de telecomunicações, com destaque para APTs, ransomware e riscos da IA.

Setor de telecomunicações enfrenta desafios críticos em 2026

O Boletim de Segurança da Kaspersky analisou os principais movimentos que marcaram a cibersegurança das telecomunicações em 2025 e os desafios que devem continuar impactando as operadoras ao longo de 2026. Os dados revelam uma exposição significativa a ameaças online, com 12,79% dos usuários do setor tendo contato com ameaças e 9,8% das organizações globais do setor vítimas de ataques de ransomware.

O relatório destaca que as operadoras de telecomunicações enfrentam três grandes categorias de ameaças: invasões direcionadas (APTs), vulnerabilidades na cadeia de fornecimento e ataques DDoS. Além disso, as ameaças impulsionadas por IA estão se tornando cada vez mais relevantes, automatizando ataques e sofisticando técnicas de invasão.

Principais ameaças identificadas

As invasões direcionadas (APTs) focam em obter acesso clandestino aos ambientes das operadoras para espionagem de longo prazo e influência por meio de posicionamento privilegiado na rede. A segunda ameaça envolve as vulnerabilidades na cadeia de fornecimento, já que os ecossistemas de telecomunicações dependem de diversos fornecedores, prestadores de serviços e plataformas altamente integradas.

Os ataques DDoS seguem como um desafio relevante de disponibilidade e capacidade. Já a última categoria foi formada pelas ameaças impulsionadas por IA, cada vez mais utilizadas para automatizar ataques, ampliar campanhas de fraude e sofisticar técnicas de invasão.

Riscos operacionais da transição tecnológica

O setor avança de uma fase de rápido desenvolvimento tecnológico para uma implementação mais ampla de soluções, movimento que amplia tanto as oportunidades quanto os riscos operacionais em 2026. A Kaspersky aponta que essas transições tecnológicas podem gerar impactos especialmente em três frentes:

  • Gerenciamento de rede auxiliado por IA: A automação pode ampliar erros de configuração ou utilizar dados equivocados.
  • Criptografia pós-quântica: A implementação acelerada pode causar problemas de interoperabilidade e desempenho em ambientes de TI.
  • Integração entre 5G e satélites (NTN): A expansão da cobertura e a dependência de parceiros criam novos pontos de integração e possíveis falhas.

Recomendações para reduzir riscos

Para reduzir o risco e melhorar a resiliência, os especialistas da Kaspersky recomendam ações específicas:

  1. Monitore o cenário das APTs: Utilize inteligência de ameaças para monitorar o contexto de agentes e campanhas, unindo essa inteligência com treinamento regular em conscientização.
  2. Trate a automação de redes baseada na IA como um programa de gerenciamento de mudanças: Mantenha a intervenção humana para ações de alto impacto e valide os sistemas de IA.
  3. Aumente a preparação para DDoS: Valide a mitigação upstream, proteja o roteamento de borda e monitore sinais de congestionamento.
  4. Implemente uma funcionalidade de EDR: Para detectar ameaças avançadas precocemente e possibilitar a contenção efetiva do incidente.

Implicações para o mercado brasileiro

Considerando a maturidade do mercado brasileiro em cibersegurança, as operadoras locais devem estar atentas às recomendações globais. A integração de tecnologias como 5G e a dependência de fornecedores internacionais exigem uma governança de segurança robusta para evitar brechas na cadeia de suprimentos.


Baseado em publicação original de TI Inside
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.