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Zurich Seguros alerta para riscos antes de adotar tecnologias em hype

Igor Espósito, da Zurich Seguros, alerta empresas para entender riscos antes de adotar tecnologias em hype. Foco em governança, maturidade e fazer o básico bem feito para segurança eficaz.

Contexto e Escopo

Em entrevista durante o TI Inside Cybersecurity Forum, realizado em 9 de março, Igor Espósito, Head de Segurança da Informação na Zurich Seguros, compartilhou sua visão sobre os desafios de governança e cibersegurança no setor de seguros. O executivo destacou que o avanço constante de tecnologias emergentes amplia o nível de complexidade na gestão de riscos, tornando essencial que as organizações compreendam seu próprio estágio de maturidade antes de adotar práticas ou soluções do mercado.

Espósito alertou que "fazer o básico bem feito" por vezes é mais efetivo que a adoção desmedida de novas tecnologias. "Antes de adotar tecnologias que estão no hype, as empresas precisam entender claramente quais problemas desejam resolver", alertou o executivo. A mensagem central é a necessidade de alinhamento entre a estratégia de segurança e os objetivos de negócio.

Governança e Maturidade

O setor de seguros enfrenta desafios únicos de governança e cibersegurança. A complexidade dos dados e a necessidade de conformidade regulatória exigem uma abordagem estruturada e madura. Espósito enfatizou que a adoção de tecnologias sem uma base sólida de governança pode levar a lacunas de segurança e aumento de riscos.

A maturidade em segurança da informação não é apenas sobre a implementação de ferramentas, mas sobre a cultura organizacional e os processos de gestão de riscos. As organizações devem avaliar sua capacidade de gerenciar riscos antes de investir em soluções avançadas. Isso inclui a definição de políticas claras, a capacitação de equipes e a implementação de controles de segurança adequados.

Implicações para o Mercado

A visão de Espósito tem implicações significativas para o mercado de cibersegurança. A ênfase na maturidade e na governança sugere que as soluções de segurança devem ser integradas de forma estratégica, em vez de serem adotadas de forma reativa ou isolada. Isso pode levar a uma maior eficiência e eficácia nas iniciativas de segurança.

Além disso, a mensagem de Espósito ressoa com a necessidade de uma abordagem mais holística da segurança da informação. As organizações devem considerar não apenas as tecnologias, mas também os processos, as pessoas e a cultura organizacional. Isso pode levar a uma postura de segurança mais robusta e resiliente.

Recomendações e Práticas

Para as organizações que buscam melhorar sua postura de segurança, Espósito recomenda começar pelo básico. Isso inclui a implementação de controles de segurança fundamentais, como a gestão de vulnerabilidades, a proteção de endpoints e a conscientização de usuários. A partir dessa base, as organizações podem evoluir para soluções mais avançadas, como a automação de segurança e a inteligência artificial.

A adoção de tecnologias em hype deve ser feita com cautela e alinhada aos objetivos de negócio. As organizações devem avaliar o valor real da tecnologia e sua capacidade de resolver problemas específicos. Isso pode evitar o desperdício de recursos e a implementação de soluções que não trazem benefícios reais para a segurança.


Baseado em publicação original de TI Inside
Publicado pela Redação Hack Alerta com base em fontes externas citadas e monitoramento editorial do Hack Alerta. Para decisões técnicas, operacionais ou jurídicas, confirme sempre os detalhes na fonte original.