O grupo APT‑C‑08 explorou CVE‑2025‑6218 (WinRAR ≤7.11) para plantar um Normal.dotm malicioso que executa macros e lança um binário remoto; atualize WinRAR, desative macros e aplique allowlisting.
Zero-days em Citrix NetScaler (CVE-2025-5777) e Cisco ISE (CVE-2025-20337) foram explorados em larga escala para implantar um webshell em memória identificado como "IdentityAuditAction"; equipes de honeypot da Amazon detectaram a campanha.
Google acionou na Justiça operadores do kit de phishing 'Lighthouse', ligado ao grupo Smishing Triad, que teria usado mais de 194.000 domínios maliciosos em campanhas de larga escala. A ação mira a infraestrutura por trás do kit; detalhes sobre vítimas e efeitos financeiros não foram divulgados.
Relatório da Picus Security descreve o APT Ferocious Kitten usando o implante MarkiRAT desde 2015 para espionagem contra populações persa‑fônes. O malware realiza keylogging, captura de clipboard, screenshots e exfiltração via HTTP/HTTPS, além de técnicas de hijacking e uso do RTLO (U+202E) para enganar vítimas.
Pesquisadores identificaram um malware chamado Maverick, propagado via WhatsApp, com semelhanças técnicas à família Coyote. Ambos, escritos em .NET, têm foco em usuários e URLs bancárias no Brasil e exibem funcionalidades para monitorar aplicações financeiras; as fontes não detalham número de vítimas nem IOCs.
Pesquisadores da CyberProof encontraram fortes semelhanças técnicas entre os trojans bancários Maverick e Coyote. As campanhas iniciam por ZIPs enviados via WhatsApp com LNK que disparam PowerShell ofuscado, direcionadas a mais de 50 instituições financeiras brasileiras; persistência e ofuscação indicam provável origem compartilhada.
Nove pacotes NuGet maliciosos (alias shanhai666) com quase 9.500 downloads incluíam logic temporizada e probabilística para terminar processos e provocar falhas silenciosas de escrita em PLCs; recomenda-se auditoria de dependências, bloqueio de pacotes não aprovados e monitoramento de integridade em ambientes ICS/SCADA.
Relatório Q3 2025 da VIPRE aponta concentração de mais de 90% das campanhas de phishing em Outlook e Gmail, com 1,8 bilhão de e-mails analisados, aumento de 26 milhões de mensagens maliciosas (13% YoY) e uso intensivo de URLs comprometidas e cadeias de redirecionamento para capturar credenciais.
Campanhas observadas em 2025 mostram Medusa e DragonForce abusando de vulnerabilidades do SimpleHelp (CVE-2024-57726/57727/57728) para comprometer provedores e, por consequência, redes de clientes. Técnicas incluem uso de PDQ Deploy para desabilitar Defender, exfiltração via RClone/Restic e dupla extorsão; mitigação exige patching, segmentação de MSPs e proteção de backups.
GlassWorm, malware autorreplicante que mira extensões de VS Code, voltou a ser observado em pacotes no Open VSX, infectando dispositivos de desenvolvedores. O resumo disponível confirma a atividade e o vetor (extensões), mas não traz indicadores técnicos ou contagens de afetados.